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    Quais os 15 Melhores Vinhos da Nova Zelândia Bons e Baratos?

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    PosiçãoVinho da Nova ZelândiaPreçoOnde Comprar
    1Hunter’s Riesling 2018R$260,90Ver
    2Hunter’s Sauvignon Blanc 2018R$260,90Ver
    3Neudorf Chardonnay 2011R$334,70Ver
    4Hunter’s Chardonnay 2013R$295,25Ver
    5Ata Rangi Sauvignon Blanc 2016R$355,40Ver
    6Felton Road Pinot Noir Calvert 2014R$961,97Ver
    7Felton Road Pinot Noir Calvert 2016R$910,59Ver
    8Neudorf Moutere Riesling dry 2014R$404,30Ver
    9Trinity Hill Gimblett Gravels Viognier 2012R$409,80Ver
    10Trinity Hill Gimblett Gravels Syrah 2012R$433,20Ver
    11Felton Road Pinot Noir Bannockburn 2016R$268,58Ver
    12Sileni The Plateau Pinot Noir 2016R$149,14Ver
    13Burn Cottage Moonlight Race Pinot Noir 2016R$722,20Ver
    14Neudorf Moutere Pinot Noir 2012R$777,80Ver
    15Rippon Pinot Noir 2016R$809,70Ver

    Uma das melhores coisas do universo do vinho, além das inúmeras possibilidades de rótulos, é a quantidade de regiões produtoras dessa bebida.

    Obviamente que podemos e devemos experimentar as criações de áreas super conhecidas na fabricação de vinho, como o nosso próprio país – Brasil -, Portugal, Itália ou França. Mas também temos que dar a chance de conhecer os rótulos que estão começando a vingar neste ramo, que é o caso do nosso personagem principal aqui: a Nova Zelândia.

    Assim como o seu país vizinho Austrália, a Nova Zelândia vem ganhando reconhecimento neste universo por fabricar bebidas de altíssima qualidade e saborosas.

    Quais as principais características dos vinhos da Nova Zelândia?

    Isso vai depender, obviamente, da uva escolhida. Ao todo, o país trabalha com quatro principais castas: Sauvignon Blanc – a mais famosa da região -, Syrah, Pinot Noir e Chardonnay.

    Sauvignon Blanc

    Comecemos com a casta mais famosa da Nova Zelândia: Sauvignon Blanc. Essa espécie é muito usada no país e por isso é uma das mais conhecidas por lá, não à toa, pois ótimos vinhos brancos da area são feitos com essa uva.

    As características de um vinho com Sauvignon Blanc é uma bebida com sabor vibrante e aromas marcados por um toque mineral e de frutas, além de notas de groselha branca e maracujá em um fundo cítrico.

    Pinot Noir

    A Pinot Noir, uva originária da Borgonha, é a segunda espécie mais cultivada na neste país.

    É uma casta que resulta em um vinho de sabor frutado, intenso e bem expressivo, com um aroma de frutas pretas e vermelhas maduras.

    Syrah

    O país também é conhecido por trabalhar com uvas Syrah, o que resulta em uma bebida de um sabor complexo e picante, com notas de pimenta do reino e ameixas.

    Alguns deles tem um sabor de especiarias, como o cravo, por exemplo.

    Chardonnay

    Chardonnay é uma uva clássica na Nova Zelândia. Fazendo um vinho concentrado e equilibrado. Tem um sabor de frutas tropicais e notas cítricas.

    Abaixo, separamos algumas opções para você provar, confira!

    1 – Hunter’s Riesling 2018

    Apesar do país trabalhar com as quatro uvas que citamos acima, é possível achar outras castas por lá, como é o caso do Riesling.

    Neste caso você vai se deparar com um vinho com aroma de limão fresco e outras frutas tropicais cítricas, além de maçã verde e notas florais.

    É uma bebida bem equilibrada, com uma ótima acidez e um final longo e refrescante.

    A garrafa de 750ml custa em torno de R$260,90 e combina bem com carnes em geral, camarão, peixe e queijos.

    2 – Hunter’s Sauvignon Blanc 2018

    Aqui temos uma opção para quem quer experimentar um vinho com a uva mais usada na Nova Zelândia. Esse Sauvignon Blanc se mostra uma bebida com aromas herbáceos, maracujá e outras frutas tropicais.

    No paladar é fresco, com uma camada de sabores persistentes e vivos, além de uma acidez bem equilibrada.

    Uma curiosidade com relação a esse rótulo é que com o intuito de preservar todos os aromas da fruta, as uvas foram colhidas nas primeiras horas da manhã.

    Na harmonização aposte em carnes em geral, queijo, camarão e peixe para acompanhar esse Sauvignon Blanc. Com relação ao preço, a garrafa custa R$260,90.

    3 – Neudorf Chardonnay 2011

    Considerado um ótimo Chardonnay do Novo Mundo, esta é uma bebida elegante, sofisticada e rica no paladar.

    Já no nariz traz notas cítricas e de minerais. Custa um pouco mais caro que as opções anteriores: R$334,70.

    Acompanha bem peixes gordos, carnes brancas e crustáceos.

    4 – Hunter’s Chardonnay 2013

    Numa garrafa de 750ml, este é um exemplar com aroma floral, notas de avelã e frutas cítricas. Na boca se mostra bem estruturado, com toques de pêssego. Sua acidez é bastante agradável.

    Um vinho muito bem equilibrado, frutado, fresco e com toque amadeirado.

    Para acompanhar este rótulo aposte em comidas que levam carne, peixes, camarão, além de queijos e saladas.

    O valor de deste fica na casa dos R$295,25.

    5 – Ata Rangi Sauvignon Blanc 2016

    Neste Sauvignon Blanc, 5% das uvas foram fermentadas em contato com a pele da fruta e deixado nessa situação por dois meses para trazer mais complexidade à bebida. Já o mosto, 30%, na verdade, foi fermentado em barricas neutras.

    Por conta disso é um vinho elegante, carregado de aromas cítricos e frutas de caroço maduras.

    Ele tem uma boa acidez, traz o frescor da fruta e sua textura é bem delicada.

    Vai ser um ótimo companheiro em pratos com mariscos, queijo de cabra e opções vegetarianas.

    O preço desse branco gira em torno de R$355,40.

    6 – Felton Road Pinot Noir Calvert 2014

    Este da Felton Road é um vinho feito com uvas de cultivo biodinâmico. O vinhedo usado, um Calvert de baixa elevação, produz frutas com uma maturação bem uniforme.

    É uma bebida bem sedosa e interessante, com um sabor suculento e uma textura bem agradável.

    Ele combina perfeitamente com pratos feitos com pato, caça e codorna.

    O preço não é tão convidativo assim, a garrafa custa R$961,97, mas vale a pena provar, pelo menos uma vez na vida.

    7 – Felton Road Pinot Noir Calvert 2016

    Assim como a anterior, utiliza uvas de cultivo biodinâmico e videira Calvert.

    No paladar é saboroso, com notas de frutas negras e flores. A bebida passa cerca de onze meses em barricas de carvalho francês. Ah, e é também um vinho de guarda, podendo ser armazenado por cinco até dez anos.

    Assim como o anterior, aposte em pratos com pato, codorna ou carne de caça para fazer uma boa harmonização.

    Para provar esse Pinot Noir você terá que desembolsar a quantia de R$910,59.

    8 – Neudorf Moutere Riesling dry 2014

    Com o Riesling dry você vai se deparar com um vinho de aromas de cascas de frutas cítricas maduras e com notas de flores.

    No paladar tem uma textura mais complexa e conta com notas minerais e cítricas.

    Ele combina com carne de porco, comida picante, marisco, aves e tábua de petiscos feitos com carne curada.

    Elegante, é um vinho de guarda, com duração de cinco a vinte anos. Mesmo com essas características, ele não é tão caro (se comparado aos demais), com cada garrafa custando R$404,30.

    9 – Trinity Hill Gimblett Gravels Viognier 2012

    Dizem que este vinho é uma excelente opção para quem deseja sair dos rótulos feitos com Pinot Gris e Chardonnay. É exótico e sensual, com aromas de flor de laranjeira, jasmin e damascos frescos.

    Na boca é rico, com uma textura bem agradável. Por conta das suas características ele vai muito bem com mariscos e carnes no geral.

    Cada exemplar tem um valor a partir de R$409,80.

    10 – Trinity Hill Gimblett Gravels Syrah 2012

    Com aroma de framboesa, pimenta preta e outras especiarias, esse Syrah detém uma excelente qualidade no aroma, além de ter taninos macios, com uma ótima complexidade, elegância e estrutura.

    É frutado e conta com uma boa acidez.

    Ele vai bem com carnes vermelhas, grelhadas, assadas ou marinadas.

    Também fica em torno de R$433,20 cada garrafa.

    11 – Felton Road Pinot Noir Bannockburn 2016

    Trata-se de um vinho macio e profundo, feito com Pinot Noir de cultivo biodinâmico.

    É um vinho com bastante fruta madura e profundidade. Ele traz diversos traços dos seu terroir, o que faz ele ser querido entre os especialistas.

    É uma excelente companhia para acompanhar pratos feitos com pato e carnes em geral.

    Possui um ótimo custo benefício, com preços a partir de R$268,58.

    12 – Sileni The Plateau Pinot Noir 2016

    Tinto feito exclusivamente com uvas Pinot Noir, é uma bebida elegante e fina, com todos os traços de um rótulo do Novo Mundo.

    Com um ótimo potencial de guarda, de cinco a dez anos, esse vinho é maturado em barrica por alguns meses.

    Assim como os anteriores, vai bem com pato e carne de caça, preferencialmente grelhada.

    Outro que possui um excelente custo benefício, com cada exemplar custando em média R$149,14.

    13 – Burn Cottage Moonlight Race Pinot Noir 2016

    Este Moonlight Race passa por uma seleção de uvas bem rigorosa, onde as frutas são conferidas duas vezes para garantir uma ótima qualidade. 22% delas são fermentadas em formato de cacho inteiro.

    É um vinho com aroma de frutas, como cereja, além de ter notas de especiarias e e elementos terrosos.

    Na boca é elegante, com taninos sutis, fazendo uma boa concentração e equilíbrio.
    Sua harmonização cai como uma luva com carnes de caça, aves, vitela e carne de vaca.

    Seu preço não é muito atrativo a primeira vista, mas ao conhecer a produção e os métodos utilizados, você entende o valor de cada garrafa custar R$722,20.

    14 – Neudorf Moutere Pinot Noir 2012

    Vinho com aroma de chocolate, defumados, frutas vermelhas esmagadas e notas de especiais.

    Na boca se mostra rico e com uma boa textura, além de taninos macios e uma acidez bem agradável ao paladar. Tem um final longo e persistente.

    Ele vai bem com vitela, aves, carne de caça e bovina.

    Cada exemplar fica na casa dos R$777,80.

    15 – Rippon Pinot Noir 2016

    Este aqui é uma bebida redonda, agradável, de corpo médio e textura sedosa. Os taninos são finos e detém um final longo.

    Traz ao nariz um aroma de frutas, com notas de sous-bois e carvalho.

    Para a harmonização aposte em carnes de vaca, caça, vitela e aves.

    A garrafa custa R$809,70, mas esse valor compensa no potencial de guarda, que é de mais de 10 anos.

    Onde comprar?

    Apesar de ótimos, os vinhos da Nova Zelândia não são tão comuns por aqui. Sendo assim, pode ser difícil você achar um rótulo desses nas prateleiras do supermercado, mas não deixe isso te impedir de experimentar as bebidas do país.

    A solução mais prática é procurar por opções na internet. Aí é só fazer uma boa pesquisa para conseguir o preço mais em conta.

    Não esqueça também de verificar a credibilidade da loja antes de fazer a compra, principalmente se você não conhece ou nunca comprou nesse E-commerce.

    Conclusão

    Esperamos que tenha ficado curioso para experimentar um vinho da Nova Zelândia, porque eles são bastante diferentes dos produzidos em outras regiões do mundo. Confira você mesmo e descubra essas diferenças.

    Referências:

    https://www.foodandwine.com/wine/wine-new-zealand-bottles

    https://www.decanter.com/decanter-best/25-best-new-zealand-wines-454695/

    https://www.newworld.co.nz/discover/wine-awards/best-new-zealand-wines

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  • vinhos

    Quais são as Uvas, Como são Produzidos e os Sabores dos Vinhos da Toscana?

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    PosiçãoVinho da ToscanaPreçoOnde Comprar
    1Poderi dal Nespoli NespolR$49,90Ver
    2Le Terre di Monna LisaR$50,00Ver
    3Valdipiatta Rosso di MontepulcianoR$148,00Ver

    Podemos dizer que a Itália poderia ser chamada de paraíso na terra. Além de ser uma região com belíssimos pontos turísticos, o país ainda tem uma excelente culinária, sem esquecer, é claro, dos maravilhosos vinhos que são produzidos neste local.

    Aqui vamos falar das bebidas que são fabricadas na área da Toscana, como são feitas, quais são os tipos de uvas mais usadas, como o solo, clima e temperatura interfere no produto final e muitas outras curiosidades.

    Qual é a principal uva da Toscana?

    Neste belíssimo local, a uva mais difundida na região é a Sangiovese.

    O que pode ser considerado até algo inusitado, já que essa cepa era denominada como uma fruta rústica e áspera, o que faz sentido, pois ela possui um nível alto de acidez, sem contar os taninos que são super presentes e correm o risco de estragar a bebida se a uva for colhida muito cedo.

    Mas existe um motivo muito importante para que essa casta seja tão famosa na Toscana: ela tem a habilidade de harmonizar muito bem com a culinária local, ou seja, pratos que levam tomate na sua construção.

    Como é o Terroir desta região?

    Também conhecida como sangui jovis – em latim, sangue de Júpiter -, entre os mais de 700 mil hectares de vinhas, a Sangiovese totaliza cerca de 70 mil hectares na Toscana.

    A região detém grande parte em solo pedregoso, com bastante galestro, que é um tipo de argila, além de alberese, pedra de origem calcária. Ambas características dão ao vinho um toque especial de mineralidade. Mas isso vai depender da região onde a uva foi cultivada, claro.

    Por exemplo, os Chiantis, vinho feito com uva Sangiovese, costumam ser mais leves, assim como o Rossos di Montepulciano.

    Já para uma extração mais clássica do Chianti, o vinho será mais complexo, enquanto os brunellos serão mais encorpados e ricos.

    Outro ponto do terroir que vai interferir no aroma e sabor da uva é o clima da região. Em anos mais quentes é comum que a uva produza vinhos mais alcoólicos e potentes. Agora, quando o inverso acontece, ou seja, com um ano mais frio, então as bebidas serão mais ácidas e com bastante taninos.

    Mesmo tendo que levar em consideração o terroir, de forma geral, a Sangiovese é uma uva com muito vigor, com maturação tardia e suscetível a chamada podridão cinza – botrytis -, muito comum na região e que costuma acontecer no período de chuva, que ocorre bem próximo a época de colheita da fruta.

    Existe um órgão regulador para os produtores da Toscana?

    Sim! Chamado de conzorcio, o órgão foi criado com o intuito de regulamentar a produção considerada “clássica” do Chianti. Isso foi feito para que estes se diferenciem de outras versões dessa bebida, garantindo a qualidade da extração original, digamos assim.

    Perante as normas do conzorcio, as vinhas da Sangiovese devem ser plantadas entre 450 a 600 metros acima do mar, com o produtor tendo que cultivar, ao menos, 80% dessa cepa. Os outros 20% podem ser de outras espécies tintas, inclusive castas internacionais.

    Apesar de ter o intuito de preservar a produção clássica de Chianti, o órgão não é muito adorado pelos produtores locais por conta das regras rígidas criadas pelo consórcio. Por exemplo, o órgão já obrigou as vinícolas a colocarem pelo menos 10% de uvas brancas – Malvasia e Trebbiano – nos Chiantis.

    Por conta dessas regras muito duras, os produtores criaram os chamados supertoscanos, que nada mais são que vinhos produzidos na região, mas sem seguir as exigências do DOC, sigla que garante qualidade e controle na produção da bebida.

    Os rótulos que são produzidos fora dessas diretrizes são blends, ou seja, além da Sangiovese, ainda contam com uma porcentagem de Cabernet Sauvignon ou Merlot.

    Além dessa adição de outras castas, é comum que os Chiantis IGT – como são chamadas as bebidas que não seguem as regras do DOC – passem por envelhecimento em barricas velhas e novas de carvalho francês.

    Esse tipo de vinho surgiu no final dos anos 60 e acabou ganhando fama nas décadas seguintes.

    Origem

    Acredita-se que os vinhos feitos com essa casta surgiu no século 15, onde a bebida é citada pela primeira vez – que se tem conhecimento – por Giovan Vettorio Soderini, em 1600. Aliás, foi ele quem deu o nome de sangue de Júpiter ao vinho.

    Apesar de descoberta há muitos anos, a casta só ficou famosa após Bettino Ricasoli criar uma nova receita para os Chiantis feita com essa fruta. Em 1872 ele ainda escreveu uma carta para a Universidade de Pisa dando as coordenadas de como a fruta deveria ser usada.

    No documento ele conta que a essa uva deveria ser a base para os vinhos Chiantis. Ao adicionar uma uva do tipo canaiolo, a bebida tornava-se mais macia. Já ao acrescentar uma fruta branca como a malvasia, o líquido fica mais diluído. Além disso, esta não deveria ser usada em vinhos de guarda.

    Qual é a principal e mais famosa vinícola da região?

    Existem várias vinícolas na região da Toscana que são referência na produção de uvas Sangiovese, mas a Marchesi Antinori com certeza é a mais importante delas.

    Só para se ter ideia, atualmente a empresa é comandada pela 26° geração da família, que está no ramo de vinhos desde 1385 – sendo que a extração dessa uva surgiu “apenas ” em 1600.

    A era moderna da vinícola começa em 1966, quando a empresa é assumida por Piero Antinori, que decide expandir os negócios da família. Desde então, a vinícola conta com vinhedos em diversas regiões, como Franciacorta (uma área de produção de espumantes), Orvieto (vinhas brancas), Prunotto (barolos) e em Tomareca, na Puglia.

    Isso apenas na Itália. Em outros países, a companhia conta com vinícolas no Chile, Hungria e nos Estados Unidos, em Washington e Napa Valley.

    E a história da família não está ligada apenas à expansão física do negócio. Piero Antinori junto com o enólogo Giacomo Tachis são os responsáveis por colocar em alta o vinho Tignanello, que é um blend de uvas Sangiovese com Cabernet Sauvignon e Franc.

    Com isso, além de darem um pontapé importantíssimo para o nome da família, eles provaram que era possível uma uva francesa ser sucesso na Itália, tudo sem abrir mão da extração clássica do Chianti.

    Quais são as características dos vinhos toscanos?

    Como dito anteriormente, as características dos vinhos feitos com Sangiovese vão variar bastante de acordo com o Terroir, mas de forma geral é uma bebida com bastante acidez, com sabor de cereja e orégano.

    No quesito taninos, estes ficam mais finos e presentes quando a uva é colhida no tempo certo.

    Para aqueles rótulos que tiveram um cuidado ainda maior na sua produção, além de contar com a adição de variedades francesas, podem ter um sabor de baunilha, café e um toque balsâmico.

    Como acertar na harmonização dos vinhos toscanos?

    A principal característica de um vinho toscano é a sua acidez. É a partir deste ponto que você vai começar a pensar na harmonização.

    Também já falamos que esse rótulo combina muito bem com basicamente qualquer comida da gastronomia italiana, por esta ter como principal ingrediente o tomate.

    Um Chianti mais “comum” vai bem com receitas simples, como um assado de vegetais e legumes do Mediterrâneo.

    Para massas com molho de tomate prefira rótulos melhores trabalhados, como o Chianti Clássico ou o Rosso di Montepulciano.

    O Chianti Clássico também vai bem com carne assada com molho de tomate, assim como um brunello.

    Conheça 3 vinhos da Toscana com ótimo custo benefício

    Falamos tantas coisas da uva Sangiovese, nada mais justo do que indicar alguns rótulos com essa casta para você fazer uma bela harmonizada em casa.

    1. Poderi dal Nespoli Nespolino

    A primeira garrafa da lista é este Poderi dal Nespoli Nespolino, da vinícola Poderi dal Nespoli, que fica na região de Romagna, na Itália.

    Trata-se, na verdade, de um blend. O vinho leva cerca de 70% de uvas Sangiovese e 30% de Merlot.

    É um vinho tinto simples, com um corpo leve e notas frutadas. Perfeito para quem prefere uma bebida mais doce.

    Ele possui um ótimo custo x benefício e você encontra ele para comprar a partir de R$49,90.

    2. Le Terre di Monna Lisa

    Uma outra opção é esse chianti da Fattoria la Ripa, que fica na Fronteira entre Siena e Florença. É mais um blend, com 80% de Sangiovese, 10% de Merlot e 10% de Canaiolo.

    É um vinho macio, frutado e que deixa um gosto de madeira no retrogosto.

    Ah, uma curiosidade é que a vinícola que fabrica esse rótulo pertenceu ao pai de uma famosa personagem do pintor Leonardo da Vinci.

    O rótulo também atende um ótimo custo benefício, com preços a partir de R$50,00.

    3. Valdipiatta Rosso di Montepulciano

    Por fim, temos esse tinto, que é a porta de entrada para vinhos do tipo Nobile di Montepulciano.

    Ao invés de levar Sangiovese, esse rótulo conta com 80% de prugnolo gentile, que nada mais é que um clone da casta citada acima, junto com 15% de canaiolo e mais 5% de mammolo.

    É um vinho que se destaca por ter um corpo leve, taninos macios e notas frutadas.

    É o mais caro entre as nossas opções, com valores a partir de R$148,00.

    Bom, se nunca experimentou um vinho da Toscana, eis a sua oportunidade de abrir um rótulo para acompanhar aquela macarronada de domingo.

    Referências:

    http://www.assovini.it/italia/toscana/item/94-i-vini-della-regione-toscana

    https://www.touringclub.it/news/quali-sono-i-migliori-vini-della-toscana

    https://www.tannico.it/italia/toscana.html

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  • vinhos

    Por que Existem Diferentes Garrafas de Vinhos? Vamos Entender Todos os Detalhes!

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    É claro que a primeira coisa que interessa quando vamos comprar um vinho é a bebida em si. Neste momento, é basicamente no conteúdo que focamos todas as nossas atenções, mas você sabia que a garrafa onde o líquido é armazenado é muito importante, principalmente para preservar a qualidade do produto?

    Como todos sabem, o engarrafamento é o último processo na produção de vinhos, o que muitas com certeza não fazem ideia é o porquê cada uma possui um formato e cor diferente. Você com certeza já deve ter percebido isso, certo?

    E pode acreditar que é algo que vai muito além do design, de chamar atenção do cliente, apesar disso também ser importante para a venda da bebida.

    Quais são as diferentes partes da garrafa?

    Apesar de uma parte dos produtores escolherem um formato padrão de garrafa, esse recipiente detém várias formas, algumas são mais robustas, outras mais finas. Mais alta, mais baixa, com um fundo mais liso ou com um formato côncavo, com mais ou menos volume, com um gargalo alto ou baixo, vedado com rolha ou tampa de rosca, e por aí vai.

    Porque elas possuem volumes diferentes e nomes, e quais são?

    É basicamente por uma questão pessoal do produtor ou da região onde o vinho é produzido. Por exemplo, o modelo mais usado na Europa é diferente daquele que vemos nos Estados Unidos.

    Por conta disso e até como uma forma de facilitar e definir um padrão mundial, existe uma proposta para acabar com os regulamentos que existem nos Estados Unidos com relação ao tamanho das garrafas.

    Desta forma, as mesmas garrafas que são usadas na Europa, passariam a ser utilizadas também na América do Norte.

    Sem esquecer do fato de vários países usarem diferentes sistemas métricos, o que interfere diretamente no volume dos recipientes.

    Já no caso dos nomes, estes são usados para você saber o volume que cada garrafa tem.

    Demi/Meia

    A garrafa do tipo Demi é aquela que possui um volume de 375 mililitros. Ou seja, ela é a metade de uma garrafa comum de vinho.

    Split/Piccolo

    Uma Piccolo tem um volume de aproximadamente 187,5 mililitros. Ela é mais usada para servir porções individuais, principalmente vinho doce e champanhe.

    Padrão

    Como o próprio nome dá a entender, é o tamanho padrão de garrafa, aquela que vemos com mais frequência nos mercados. Ela possui cerca de 750 mililitros e é usada para todos os tipos de vinhos.

    Magnum

    Já a magnum, é uma garrafa com 1,5 litros. Ou seja, o dobro do volume da garrafa comum.

    Além dessas, é possível encontrar versões ainda maiores, com 3, 3.5, 6, 9, 12, 15 e 18 litros. Algumas são usadas para eventos, lançamentos e comemorações especiais, sendo bem mais difíceis de achar para comprar.

    Quais são as cores das garrafas?

    Assim como no formato e no volume, você com certeza já reparou que elas se diferem entre si também pela cor, não é mesmo?

    Apesar da coloração ser bem variada, é muito comum que a grande maioria tenha um tom âmbar ou verde escuro.

    Enquanto a primeira é mais usada para armazenar vinhos brancos, a segunda é para guardar os tintos. As de coloração verde claro são usadas para os vinhos brancos secos.

    Para os champanhes, com o intuito de proteger a bebida de elementos nocivos a cor varia de verde escuro ao claro.

    Já para o rosé, é comum que o rótulo seja de uma cor mais clara, quase transparente, dando destaque para a coloração diferente da bebida.

    As cores das garrafas possuem alguma função?

    Com toda certeza elas afetam e muito o produto, para cada tipo de bebida uma cor indica maior preocupação com a qualidade da bebida.

    Âmbar

    Uma garrafa de cor âmbar é usada para vinhos tintos que precisam ficar mais um tempo em envelhecimento, por isso que esse tom mais escuro, assim como o verde, é o mais recomendado para esse tipo de bebida.

    A coloração tem a capacidade de proteger o líquido de raios UV, muito mais que os frascos transparentes. Assim, o vinho permanece com as suas qualidades enquanto envelhece na garrafa, e ainda não perde sua cor natural e nem oxida.

    Super Flint/Flint

    Essas são as famosas garrafas transparentes, usadas para guardar vinhos rosés e/ou brancos. E não é à toa, claro. Estas bebidas chamam atenção justamente por sua coloração mais clara, além da variedade de tons. Assim, se você consegue perceber várias tonalidades pela garrafa é possível saber o que esperar daquela bebida.

    Verde-escuro

    O vidro verde é usado para proteger o vinho tinto, principalmente para que não ocorra a eliminação dos antioxidantes, como os taninos e as vitaminas. Se isso não for feito, a capacidade de armazenamento do rótulo é totalmente comprometida, além disso, é bem provável que o vinho acabe se oxidando antes do tempo.

    Por ser capaz de aumentar o tempo de guarda e ainda preservar as qualidades do vinho por mais tempo, ela é mais usada para as bebidas que precisam passar pelo envelhecimento na própria garrafa.

    Porque elas possuem formatos diferentes e quais são?

    O formato vai variar pela região onde o vinho foi produzido, assim como de acordo com o tipo de líquido a ser armazenado.

    Burgundy

    Criada na Borgonha, na França, essa garrafa é datada do século 19. É conhecida por ter um formato mais robusto e isso se deu pelo simples motivo que era mais fácil para os fabricantes da época fazê-la desta maneira.

    Acredita-se que este formato é o mais antigo a ser usado ainda nos dias atuais.

    Atualmente, ela é muito utilizada para guardar vinhos com uvas Chardonnay e Pinot Noir, as mais comuns da região da Borgonha.

    Bordeaux

    A garrafa Bordeaux ou Standard é o tipo mais comum no mercado de vinhos. Ele tem ambos os lados paralelos, assim como ombros mais altos e um fundo em formato côncavo.

    Por ser a mais comum, é utilizada para diversos tipos de bebidas, do tinto até o branco.

    Com relação à sua criação, o próprio nome dá a dica de onde ela veio. Foi criada em Bordeaux, na França e não existe uma explicação concreta que explique seu formato característico, mas muitos especialistas acreditam que ela foi criada para que as pessoas pudessem diferenciar estas das garrafas da Borgonha.

    Uma outra teoria crê que os ombros largos do recipiente é ideal para eliminar alguns sedimentos provenientes da vinificação.

    Porto

    No começo do século XVIII a garrafa de vinho do Porto tinha traços bem únicos, principalmente porque ela era guardada na vertical. É um recipiente mais “baixo”, com um gargalo igualmente curto.

    Um tempo depois, no final do século, essa garrafa ganhou um formato mais cilíndrico, pois se descobriu que elas poderiam ser guardadas, deitadas, uma do lado da outra, assim como poderiam ser vedadas com uma rolha.

    O barateamento da produção de garrafas no século 19 ajudou a dar origem ao formato vintage e “especial” comum dos recipientes de vinho do porto.

    Madeira

    A madeira é muito parecida com a garrafa de vinho do porto. Estas são largas e mais gordinhas com um bojo no gargalo.

    Apesar do formato ser ideal para que ela seja armazenada na horizontal, muitos especialistas acreditam que ela fica melhor em pé.

    Uma curiosidade com relação a essa garrafa é que no século 19 o vinho era transportado em barris e só era engarrafado no local final da bebida. Outro ponto é que estas se parecem bastante com as usadas para guardar os whiskies de centeio na costa leste dos Estados Unidos, que também são deste período.

    Riesling

    Com um formato mais esguio e estreito, parecendo uma flauta, as garrafas de Riesling ganharam esse formato pois assim era mais fácil empilhar estas quando eram transportadas.

    O que, na verdade, foi uma evolução, já que os vinhos eram transportados em barris e só depois que chegavam ao seu destino final é que eram engarrafados. As primeiras as conseguiram esse feito foram as de Champagne francês, inventadas entre o século 18 e 19.

    É também uma garrafa de muita variedade. É possível achá-la em dois tamanhos: 330 e 350 milímetros. A cor também pode variar bastante, com recipientes em azul, marrom, verde, laranja-amarronzado e transparente.

    As de Reno costumam ser marrons, já a Mosel e a Saar são verdes. Mosel, por outro lado, era azul durante os anos 1920 e essa tendência está voltando à moda.

    Silvaner Bocksbeutel

    Criada na Alemanha, a Silvaner Bocksbeutel tem um formato arredondado e achatado. Acredita-se que seu nome advém de uma bolsa que era utilizada para carregar livros de oração.

    Apesar de ter sido criada no século 18, ela só se tornou famosa mesmo após a Primeira Guerra Mundial.

    Esse tipo de garrafa é muito vista na União Europeia e é usada para armazenar Terlaner, Silvaner e Agiorgitiko, além de alguns vinhos portugueses.

    Chianti Fiasco

    Como estas eram garrafas sopradas a mão, ou seja, mais delicadas, a Chianti Fiasco era coberta de palha, que servia para proteger o vidro.

    De formato arredondado, encontram-se citações desse tipo de recipiente já no século XIV, em O Decameron, de Boccaccio. Além disso, ela aparece em várias pinturas datadas da renascença.

    Verdicchio

    A Verdicchio ganhou fama graças ao produtor Fazi Battaglia, que era um comerciante conhecido em Marche, na Itália.

    O italiano foi responsável por tornar essa garrafa em formato de peixe/ ânfora uma estrela nos Estados Unidos, em 1970.

    Com o sucesso, outros produtores fizeram o mesmo para ganhar em cima da fama da garrafa. Logo, o vinho, que era leve e salgado, ficou diretamente ligado ao formato para lá de diferente do recipiente.

    Champagne

    Assim como a Bordeaux, esta garrafa recebe esse nome por conta do seu local de origem. A bebida, de nome homônimo a região, é produzida em Champagne, na França. Ele detém um formato oval, com paredes mais grossas e um fundo bem côncavo.

    Seu formato foi pensado para segurar a pressão do gás carbônico que fica dentro do recipiente. Além disso, no método tradicional da criação deste, o líquido é levado para a garrafa onde é feita a segunda fermentação, adicionando leveduras e açúcar.

    O design foi adotado pela maioria dos espumantes, sejam eles fabricados no método tradicional ou não. Lembrando que apenas o Champagne produzido na região de mesmo nome pode ser chamado assim.

    Flaçon

    A flaçon tem traços que lembram muito as garrafas que eram sopradas à mão e depois separadas. A curvatura na base desse recipiente é bem funda, o que ajuda, inclusive, a realizar a coleta do sentimento da fermentação, que é feito girando o item de forma lenta e por um longo período.

    Para que serve a depressão côncava no fundo da garrafa?

    Você com certeza já se perguntou por que as garrafas de vinhos tem um fundo, também chamado de punt, tão diferente e característico.

    A primeira coisa que se deve dizer com relação a essa característica é que este formato não influencia em nada no gosto do vinho. Seu uso é mais prático, digamos assim.

    Por exemplo, as garrafas de espumante costumam ter um punt mais fundo, que ajuda a fortalecer o recipiente para que aguente a pressão presente nesta bebida. Isso também facilita na hora de servir a bebida.

    O fato da garrafa ter um punt fundo depende exclusivamente do produtor, ainda mais se levarmos em consideração que um objeto com essa área mais profunda é mais cara porque requer mais vidro na hora da produção.

    Quais são os diferentes tipos de tampas?

    Ao todo existem quatro tipos diferentes de tampas para garrafas de vinho.

    Rolha de cortiça

    A rolha de cortiça é a mais comum e ela detém três tipos de tamanho: 7, 8 e 9. Este vai ser diferente de acordo com a garrafa.

    Rosca

    Esta também é bem comum e permite abrir e fechar a garrafa quantas vezes quiser, além de ser muito mais prático que a rolha.

    Tampa ROPE

    Apesar de ainda não ser muito conhecido, a tampa ROPE vem se tornando comum por também facilitar a abertura da garrafa. Além disso, ele ainda deixa uma faixa inviolável no recipiente, o que alerta o cliente caso esta tenha sido violada.

    Cápsula retrátil

    A cápsula retrátil cobre a rolha e o gargalo da garrafa. Também avisa mais facilmente ao cliente se o recipiente foi violado.

    Conclusão

    Aposto que você não imaginava que as garrafas de vinhos eram tão interessantes quanto a bebida, não é mesmo?

    Sabendo de todos estes detalhes fica mais fácil para você escolher um bom vinho e reconhecer aqueles que utilizam as melhores garrafas para guardar sua bebida.

    Referências:

    https://vinepair.com/wine-blog/why-wine-bottles-come-in-different-shapes/

    https://www.reversewinesnob.com/why-are-wine-bottles-different-shapes

    https://www.winery-sage.com/blog/general/wine-bottle-shapes-individuality-can-reek-havoc-with-your-storage/

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  • vinhos

    Quais os 15 Melhores Vinhos do Uruguai Bons e Baratos?

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    No celular gire a tela para ver a tabela completa

    PosiçãoVinhos do UruguaiPreçoOnde Comprar
    1RPF Tannat 2016R$227,79Ver
    2Cisplatino Tannat Merlot 2019R$125,03Ver
    3Rio de Los Pájaros Merlot/Tannat Reserva 2015R$168,42Ver
    4Cisplatino Torrontés 2020R$125,03Ver
    5RPF Petit Verdot 2015R$227,79Ver
    6RPF Pinot Noir 2017R$227,79Ver
    7Rio de Los Pájaros Brut Nature Tannat 2017R$262,04Ver
    8RPF Cabernet Sauvignon 2015R$210,66Ver
    9Rio de Los Pájaros Torrontés Reserva 2019R$187,83Ver
    10Rio de Los Pájaros Tannat Reserva 2018R$187,83,Ver
    11Cisplatino Tannat Merlot 2018 – MagnumR$250,62Ver
    12Cisplatino Cabernet Sauvignon rosado 2019R$125,03Ver
    13RPF Chardonnay 2017R$210,66Ver
    14Etxe Oneko Tannat Licoroso 2018R$427,60Ver
    15Fabula Late Harvest 2018R$427,60Ver

    Quando se fala em vinhos latinos americanos, logo nos vem à cabeça os nossos próprios rótulos, principalmente os que são fabricados ao sul do país. Mas é claro que não podemos nos esquecer dos nossos vizinhos, como a Argentina e Chile, dois grandes nomes neste mercado.

    Porém, outro vizinho tem ganhando força nesse nicho: o Uruguai. Apesar de não fazer tanto sucesso nos Estados Unidos, os vinhos uruguaios são super queridos dentro do próprio país, com uma alta demanda entre esses consumidores que, aliás, é o foco dos produtores.

    Quais as principais características do Uruguai para a produção de vinhos?

    O país é conhecido por produzir, principalmente, uvas do tipo Tannat. Aliás, a fruta se tornou símbolo do Uruguai pois foi repetidamente clonada e replantada na região durante muitos séculos.

    Por conta do terroir, um país de clima temperado, o resultado é um vinho muito parecido com o Malbec argentino, ou seja, encorpado, exuberante e com uma tonalidade bem escura.

    Mas o que com certeza elevou o status dos uruguaios no mercado foi a renovação dos vinhedos, que agora tem outras castas para a produção de vinhos.

    Abaixo separamos 15 excelentes opções para você conhecer melhor os rótulos do Uruguai.

    1 – RPF Tannat 2016

    Nada melhor do que começar essa degustação com um dos nomes mais importantes na produção de vinhos do Uruguai: Pisano. O RPF é um rótulo feito com uva Tannat que mostra uma combinação perfeita de taninos potentes, mas que no paladar é sedoso, com notas de frutas maduras.

    Detém um bouquet bem concentrado, além de ser saboroso e rico.

    Para completar, é um vinho com potencial de guarda, de cinco a dez anos. Essa belezura cai como uma luva em carnes gordurosas.

    Para prová-lo você terá que desembolsar cerca de R$227,79.

    2 – Cisplatino Tannat Merlot 2019

    Dizem que esse Cisplatino é um verdadeiro achado para quem desejar provar vinhos uruguaios. O rótulo é feito com uvas Tannat e Merlot, o que dá a bebida bastante estrutura e potência, além de notas de frutas para lá de cativantes.

    As uvas deste vinho são colhidas bem maduras e passam por uma passagem rápida em barricas de carvalho.

    E para harmonizar? Fácil, pode apostar sem medo em pratos com massas e carnes, além de um suculento risoto. Outra vantagem é seu custo benefício, com preço de cada garrafa a partir de R$125,03.

    3 – Rio de Los Pájaros Merlot/Tannat Reserva 2015

    Se você gosta de um tinto saboroso, macio e frutado, você precisa provar esse Pisano com uvas Merlot e Tannat.

    Essa combinação é muito usada no Uruguai, pois as características da uva Merlot, uma fruta redonda e macia, ajudam a amaciar a tanicidade da Tannat, formando, assim, a dupla perfeita.

    Além de tudo, o vinho mostra um bouquet concentrado e intenso, com uma forte presença de fruta.

    No paladar é acessível, macio, saboroso e bem frutado. Para acompanhá-lo aposte em uma harmonização com pizzas, massas e carnes. O trio perfeito para acompanhar um belo tinto.

    Este Pisano também possui um ótimo custo benefício e custa em torno de R$168,42.

    4 – Cisplatino Torrontés 2020

    Para aqueles que querem provar um rótulo branco, esse da Cisplatino é uma excelente opção. Ele é produzido com uvas Torrontés.

    É um vinho leve, aromático e refrescante. Por ser agradável no paladar, ele é perfeito para ser servido como um aperitivo.

    Ele é encontrado a partir de R$125,03 e é a companhia perfeita para acompanhar pratos leves, como saladas, por exemplo.

    5 – RPF Petit Verdot 2015

    Com uvas Petit Verdot, é um vinho concentrado e complexo. Outro fato que chama atenção é que dificilmente um rótulo é feito somente com essa varietal, mais uma motivo para você experimentar essa belezura.

    Conta com aromas finos e exuberantes. Já no paladar se mostra elegante e com uma boa potência.

    Você vai gastar algo em torno de R$227,79 com esse rótulo. Para a harmonização aposte em massas e carnes assadas.

    6 – RPF Pinot Noir 2017

    Custando cerca de R$227,79, este exemplar da Pisano faz bastante sucesso no Uruguai. Trata-se de uma bebida elegante, fresca, com acidez e tipicidade.

    Com um excelente potencial de guarda, é a bebida perfeita para te acompanhar em pratos mais elaborados feitos com carne de caça e/ou pato.

    7 – Rio de Los Pájaros Brut Nature Tannat 2017

    Que tal provar um espumante? Esse Brut da Pisano, elaborado a partir do método tradicional dessa extração, traz traços da nova geração de produtores junto com antigas tradições da vinícola.

    É um rótulo produzido em pouquíssimas unidades e todo o processo é artesanal. Um verdadeiro achado.

    A garrafa gira em torno de R$262,04 e acompanha bem carnes suculentas e cordeiro.

    8 – RPF Cabernet Sauvignon 2015

    Uma ótima opção uruguaia de Cabernet Sauvignon. É um vinho com uma boa concentração, equilibrado, com uma presença agradável de taninos e um toque herbáceo.

    Já no nariz é intenso, rico e complexo.

    Se tiver paciência, ele ficará ainda melhor depois de passar alguns anos guardados. Acompanha bem cordeiro e carnes, seu valor fica em torno de R$210,66.

    9 – Rio de Los Pájaros Torrontés Reserva 2019

    As uvas usadas para fazer esse Torrontés foram colhidas manualmente.

    É um vinho branco vibrante e delicioso, com notas de flores, frutas maduras, mel e especiarias. Diante dessas características dá para perceber que é o companheiro perfeito para dias quentes.

    Acompanha bem sobremesas com frutas, aves, massas e comidas chinesas. O rótulo gira em torno de R$187,83.

    10 – Rio de Los Pájaros Tannat Reserva 2018

    Esse tinto passa quatro meses maturando em carvalho. O processo serve para trazer ainda mais à tona as características naturais dessa uva que é símbolo do Uruguai.

    Seu aroma é intenso, mas agradável, com toques de frutas, além de canela e cogumelos. Na boca é encorpado, rico e com adstringência típica dessa uva.

    Custando em torno de R$187,83, ele pode te acompanhar facilmente em refeições com carnes suculentas, cordeiro e cabrito.

    11 – Cisplatino Tannat Merlot 2018 – Magnum

    Esse é o tipo de presente que nós apreciariamos de ganhar: uma garrafa de 1,500 mililitros.

    Tinto, mostra um toque tostado que o faz ainda mais especial. Tem uma forte presença da fruta, fazendo com que seja um vinho potente na boca, com diversos tipos de aromas.

    Pelo tamanho é perfeito para abrir naquele almoço de família com carnes, massas e risotos. E o preço não está de se reclamar não: R$250,62 a garrafa.

    12 – Cisplatino Cabernet Sauvignon rosado 2019

    Como é de se esperar de um vinho rosé, esse rótulo da Pisano é bem fresco e com uma forte presença de fruta. Aliás, ele é feito com a mesma uva dos famosos rosés do Vale do Loire.

    Por sua leveza, vai bem tanto sozinho – aperitivo -, quanto com carnes leves, frutos do mar e peixes.

    O seu preço costuma ser em média R$125,03.

    13 – RPF Chardonnay 2017

    Esse é considerado um dos melhores vinhos brancos do Uruguai. Produzido unicamente com uvas Chardonnay, é uma bebida frutada, cativante, com notas de madeira que o deixam ainda mais elegante.

    De corpo médio, tem um potencial de guarda de cinco a dez anos.

    Na harmonização prefira pratos com peixes na brasa e carnes brancas. A garrafa custa R$210,66.

    14 – Etxe Oneko Tannat Licoroso 2018

    O Etxe é só para quem realmente não liga de pagar caro por um vinho, ainda mais se levarmos em consideração que é uma garrafa que custa R$427,60 e tem apenas 375ml, a chamada meia garrafa.

    Mas é claro que esse preço não é à toa. Este vinho tem um estilo original e diferente criado pela Pisano. Trata-se de um tinto fortificado e concentrado, repleto de personalidade.

    Suas características transitam entre um Porto e Reciotto Amarone – Italiano.

    Na boca se mostra longo e doce. E por ter características de um Porto, vai bem especificamente com sobremesas feitas com chocolate.

    15 – Fabula Late Harvest 2018

    Mais uma meia garrafa para finalizar nossa lista. Também da Pisano, esse rótulo foi lançado depois do sucesso da versão tinta.

    Branco, apresenta-se como uma bebida doce, rica e complexa, que leva uvas Torrontés e Viognier.

    Tem potencial de guarda de mais de dez anos e é o vinho perfeito para te acompanhar nas sobremesas, além de Foie Gras.

    A garrafa custa em torno de R$427,60.

    Onde comprar?

    Não sabemos se será tão fácil, mas os vinhos uruguaios até são fáceis de achar em supermercados, principalmente redes grandes. Agora, se este não for o caso, você sempre pode recorrer às lojas onlines.

    Uma vantagem é que além de você conseguir um preço mais em conta, provavelmente o catálogo de opções será muito maior.

    Conclusão

    Se você ainda não experimentou nenhum vinho uruguaio, eis a sua chance. Se estas 15 opções ainda não te convenceram, lembre-se que a culinária uruguaia é muito parecida com a Argentina, o que quer dizer que provavelmente você acaba de achar a companhia perfeita para te acompanhar em jantares repletos dos mais diversos cortes de carne.

    Referências:

    http://elmalbec.com.ar/estos-son-los-mejores-vinos-uruguayos-segun-tim-atkin/

    https://bodegagarzon.com/es/noticias/comunicados-de-prensa/best-vineyard/

    https://www.bodeboca.com/vino/uruguay

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  • vinhos

    Você já Tomou Vinho de Cereja? Conheça e Aprenda a Fazer as Nossas Receitas!

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    Como é sabido, existe uma quantidade quase infinita de uvas que podem ser usadas para confeccionar vinhos, sejam eles brancos, tintos, rosés, espumantes, champagne, frisante, e por aí vai.

    O que queremos dizer com tudo isso é que sempre que pensamos em vinho, automaticamente vem à nossa cabeça uma bebida feita com uva, certo?

    Mas você sabia que existem alcoólicos desse tipo produzidos com uma outra fruta, como a cereja, por exemplo?

    Como surgiu a ideia de fazer vinho de cereja?

    Pois é, existe vinho de cereja!

    Acho que por essa você não esperava. Eles não são muito conhecidos em outras partes do mundo, mas são bem comuns na Dinamarca.

    Aliás, a criação dessa bebida, que era feita de modo artesanal no período da Segunda Guerra Mundial, foi a forma que o país encontrou para driblar a escassez das uvas durante esses anos. Mas as pessoas gostaram tanto que a bebida acabou se espalhando por toda a região.

    Após o término da guerra, os vinhos feitos com uva voltaram normalmente ao mercado, e junto com eles os de cereja, que ganharam o seu espaço com a ajuda dos produtores locais.

    Um grande exemplo desse sucesso foram as bebidas fabricadas por Frederiksdal. Em 2008, o produtor começou nessa empreitada fabricando cerca de 200 garrafas. Desde então, a produção pulou para 40 mil, variando entre vinhos de sobremesas e espumantes.

    Com quais tipos de cereja podemos fazer essa bebida?

    De forma geral, é sempre melhor escolher as mais ácidas e escuras. Elas vão são as melhores para esse tipo de bebida.

    O que preciso saber e observar para começar a produção?

    Como dito, as melhores cerejas são as ácidas ou azedas e de coloração escura. Outro ponto importante é sempre optar pelas maduras, sem buracos nelas. Isso garante que a fruta não esteja com mofo ou podre.

    Apesar de ser um hábito nosso, para fazer um vinho de cereja você não pode lavar a fruta, se você fizer isso vai eliminar as leveduras que ficam na casca.

    Para quem não sabe, elas são importantes para a fermentação do vinho. É por isso, inclusive, que os produtores não indicam que você faça a colheita da cereja logo após uma chuva, pois a água retira essas bactérias e isso acaba influenciando na fermentação da bebida, que fermenta mal e mofa.

    Você também não precisa tirar o caroço da cereja. Estes saem facilmente durante a fermentação e são simples de eliminar, ao mesmo tempo que a presença deles neste processo faz com que a bebida fique mais perfumada e ácida.

    Normalmente o vinho não precisa levar uma dose a mais de fermento, mas se esse for o caso você pode fazer um com polpa de várias frutas, como uva, morango e framboesa amassadas e colocar em uma garrafa. A quantidade destas devem ser de dois copos. Em seguida adicione 250 mililitros de água e 100 gramas de açúcar.

    Chacoalhe bem a mistura, vede a garrafa com uma rolha de algodão e armazene em um local escuro e quente por quatro dias. Após esse período acontece a fermentação das polpas, aí é só adicionar ao vinho.

    Como o tipo de cereja utilizada é a azeda, ela pura fica um pouco desagradável de beber. Sendo assim, você pode adicionar água ao suco da fruta até que ele fique com um gosto agradável.

    Mas isso também depende da fruta, para a casta do tipo Samsonpvka, não se adiciona líquido, ao invés disso, este é substituído por açúcar, o que faz o vinho ficar mais alcoólico.

    Por fim, é importante retirar todas as polpas e deixar apenas o sedimento no vinho. É isso que garante a qualidade da bebida.

    Receita Simples e Básica do Vinho de Cereja

    Ingredientes

    Você vai precisar de:

    • Quatro litros de água;
    • Três quilos de cereja azeda;
    • Um quilo e meio de açúcar.

    Modo de preparo

    Coloque as cerejas, apenas as boas, em um recipiente com pescoço largo. Não esqueça, você não pode lavar a fruta. Amasse a polpa com as mãos com bastante cuidado.

    Em seguida, adicione o açúcar e a água, que deve estar morna. Mexa tudo até que o açúcar desapareça. Agora, cubra essa mistura com um pano limpo e coloque o recipiente em um lugar quente.

    Após algumas horas o líquido vai começar a fermentar e você vai perceber uma camada branca. Essa mistura precisa ser mexida várias vezes ao dia.

    Depois desses quatro dias você vai separar a polpa do mosto e levá-lo para a prensa, que vai drenar o suco da cereja. Após isso, adicione mais um quilo de açúcar e leve tudo para uma garrafa, agitando bem a mistura. Não esqueça de deixar um espaço para a espuma da fermentação.

    Vede a garrafa novamente com a rolha que você vai usar no vinho e o tubo de vedação – com uma pinta submersa na água – e volte o recipiente para o lugar escuro por mais quatro dias.

    Após esse período, coloque o mosto em um rótulo limpo e adicione 250 gramas de açúcar, misturando novamente. O resto do açúcar deve ser acrescentado depois de mais quatro dias.

    Quando o vinho parar de fermentar, você vai perceber que ele não está mais criando bolhas, transfira o líquido para um novo recipiente, usando, preferencialmente, um tubo de borracha.

    Deixe a bebida assentar, volte a garrafa para um local escuro, mas agora para um lugar fresco, e espere até que o sedimento apareça no fundo do pote. Aí é só passar a bebida para um recipiente novo quando ela estiver limpa e pronto!

    Faça a vedação desta garrafa e mantenha-a em um local fresco.

    Receita com Framboesa

    Ingredientes

    • Dez quilos de cereja;
    • Cinco quilos de açúcar;
    • Seis litros de água;
    • Um prato de framboesa.

    Modo de preparo

    Em uma panela adicione as cerejas – sem lavar -, as framboesas e um quilo açúcar. Mexa tudo, cubra com um pano e deixe em um local quente por cerca de um dia.

    No dia seguinte, você vai acrescentar a água nessa mistura, mexendo bem. Esse processo de mexer e adicionar o açúcar deve ser feito por quatro dias, no total. E sempre que for fazer isso, amasse a polpa da cereja com as mãos, isso vai fazer o bagaço separar-se dos caroços da fruta, além de criar uma camada de espuma.

    Após cinco dias desse processo você vai perceber que os caroços vão ficar na superfície do recipiente, facilitando a retirada.

    Em seguida, coe a polpa com uma peneira e passe esse líquido para um pote novo. Não esqueça de apertar bem esse bagaço para retirar todo o suco dele.

    É possível que o líquido fique bem azedo. Se este for o caso, acrescente de dois a três litros de água. Jogue o líquido em uma garrafa e vede com tubo de derivação.

    Isso é feito para que o dióxido de carbono saia por este local ao invés de entrar em contato com o oxigênio dentro do recipiente, transformando o vinho em vinagre.

    Volte o pote para um lugar quente, cerca de 25oC. Isso ajuda na fermentação contínua, que deve durar de quinze a trinta dias.

    Após esse tempo, o dióxido de carbono para de ser liberado e a polpa que ficou na mistura ficará no fundo da garrafa.

    Após um mês, um mês e meio desse preparo, você terá que tirar a bebida dessa garrafa para colocar em uma nova. Faça esse processo utilizando uma mangueira de borracha. Tudo o que tiver neste outro local tem que ir para o novo, incluindo o sedimento.

    Espere mais um mês e troque o vinho de garrafa mais uma vez. Nesta fase é bom você provar o líquido, se ele estiver muito ácido, acrescente álcool ou vodka. Pronto, agora é só colocar em um outro recipiente e vedá-lo com uma rolha.

    Receita Congelada com passas

    Ingredientes

    • Cinco quilos de cereja;
    • Cinco quilos de açúcar;
    • Três litros de água;
    • 100 gramas de passas.

    Modo de preparo

    Deixe as cerejas congeladas em um recipiente até que elas descongelem em temperatura ambiente. Depois, amasse-as com as mãos e acrescente a água e o açúcar. Por fim, coloque as passas e mexa tudo.

    Cubra a panela com a tampa e deixe em um lugar quente para iniciar a fermentação. De tempos em tempos, de uma mexida na mistura para que o açúcar se dissolva por completo.

    Passado de sete a dez dias, período que demora para a fermentação parar, aperte esse bagaço até retirar todo o suco dele, transferindo o líquido para um garrafa.

    Lembre-se de nunca encher tudo pois é preciso deixar um espaço para a espuma que vai surgir posteriormente.

    Cubra a garrafa com um pano ou tampa juntamente com o tubo de derivação, com a sua ponta imersa em um pote de água.

    Quando a fermentação parar totalmente, transfira o líquido e o sedimento para uma nova garrafa. Vede e armazena em um lugar fresco.

    Dicas para facilitar e melhorar a produção de vinhos de cereja

    Como o dióxido de carbono nessas bebidas pode transformá-la em vinagre, é muito importante você usar o tubo de derivação. Caso não tenha, basta amarrar uma luva na boca da garrafa e fazer um furo nela com agulha.

    A substância vai viajar até a luva e sairá por esse buraco. Enquanto a luva estiver em pé, quer dizer que a fermentação ainda está ativa. Quando ela murchar, é sinal de que o vinho está pronto.

    Agora coloque na garrafa e armazene na horizontal e em um lugar com uma temperatura em torno de 8 graus. Seu vinho de cereja está pronto.

    Como você pode ver é bem fácil de fazer, que tal tentar na sua casa e depois fazer uma degustação com alguns convidados, ótima ideia, não é mesmo?

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  • vinhos

    Quais são os Tipos de Armazenamento Utilizados para Maturar os Vinhos?

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    Apreciador ou não de vinhos, você já deve ter ouvido falar que a bebida passa algum tempo em barris de madeira, mas você sabe o motivo desse processo? Ou até mesmo que esse não é único método de obter um vinho intenso e cheio de aromas e sabores?

    Vou te apresentar alguns outros métodos utilizados para armazenar e maturar os vinhos e como cada um deles é capaz de agregar propriedades diferentes a bebida, vamos passar desde os barris de madeira de carvalho até a utilização das ânforas como inspiração do passado.

    Barris de Madeira

    Dizem que os melhores vinhos ficam maduros em barris de madeira, o carvalho é muito utilizado pelas propriedades que o vinho recebe durante a maturação. Os carvalhos mais utilizados são de origem americana e europeia.

    O carvalho americano proporciona um vinho mais estruturado e robusto. Enquanto o carvalho europeu, acrescenta aos vinhos notas leves. Ao provar alguns vinhos você vai conseguir identificar notas de baunilha, chocolate e um leve defumado, são alguns aromas e sabores proporcionados pela madeira durante a maturação.

    Cada barril possui diferenças que enriquecem o vinho, o nível de tosta, uma madeira mais jovem ou mais velha, e até mesmo o tamanho influencia no resultado do vinho. Uma madeira com mais tosta confere notas defumadas mais presentes na bebida.

    Quanto menos tosta, menor é o defumado presente. Um barril novo influencia diretamente no contato que o vinho tem com a madeira, e concede mais tanino ao vinho, já um barril mais velho não passa tanta influência da madeira para a bebida.

    Com o passar do tempo a madeira fica com os poros mais fechados, com isso a capacidade de proporcionar sabor e tanino ao vinho se perde. Apesar desse acontecimento, os poros ainda conseguem contribuir na oxigenação do vinho, conhecida como microoxigenação.

    Dessa forma o vinho tem seu envelhecimento mais lento, a adstringência é suavizada proporcionando a bebida palatos complexos. O tempo de maturação é uma decisão do enólogo, e pode levar muitos meses até atingir a qualidade desejada.

    Tanques de aço

    São utilizados quando os enólogos optam por não acrescentar ao vinho as características da madeira, geralmente por estarem em busca de um vinho com aspecto mais jovial, leve, fresco e frutado.

    Ainda a escolha por tanques de aço, pode ser por não haver benefícios ao vinho por não ter taninos e serem suaves, o que é muito comum com os vinhos brancos e alguns tintos que possui pouco tanino em sua composição.

    Os tanques de aço inoxidável são utilizados por se tratar de um material vedado e inerte, são perfeitos para conter os aromas e mantê-los com pouquíssima exposição ao oxigênio.

    Porém, esse método faz com que o vinho leve mais tempo para atingir os níveis de evolução, do que feito com a madeira que leva um tempo menor, assim como com outros utensílios porosos, como no caso do concreto, porcelana e argila.

    Como exemplo, temos o vinho Terrunyo Saivignon Blanc 2019, que leva seis meses no tanque de aço para que sua maturação esteja completa, trata-se de um vinho suculento e cheio de expressão, o sabor frutado sobressai a maturação.

    Mesmo assim, existem outros vinhos brancos em que o aroma não é tão presente, e passam a ter sua maturação em barris de madeira para dessa forma, adquira maior complexidade durante o processo.

    Ovos de concreto

    A utilização de elípticos para armazenamento de vinho é bem antiga, datando desde os tempos da bíblia sagrada. O registro mais antigo foi encontrado há 8 mil anos na região da Georgia, que até os dias atuais utilizam os jarros antigos, conhecidos como ânforas, muito utilizadas pelos gregos a cerca de 3 mil anos, para armazenar o vinho.

    Fermentar, armazenar e transportar o vinho em ânforas é uma forma antiga, que possui seu valor, com isso em mente a enologia atual criou em 2001 os grandes fermentadores em forma oval, conhecidos como ovos de concreto.

    O nome é ligado ao material de fabricação, sendo concreto ou algum outro material que tenha propriedades porosas.

    Dessa forma o vinho fica em baixa exposição durante a troca de gases, chamada aeração.

    Por ter o formato de um ovo, não possuindo cantos, permite que o vinho permaneça em movimento, gerando um redemoinho durante o processo, algo que os tanques de aço inoxidável e os barris não desencadeiam devido ao formato que possuem.

    O resultado é um vinho mais equilibrado, sua fermentação acontece com o contato direto com as borras, ganhando texturas e sabores novos. Outro benefício ao utilizar os ovos de concreto é que a bebida não precisa ser refrigerada artificialmente.

    Existe uma concordância entre enólogos sobre os vinhos que passam pelo processo de fermentação e maturação nos ovos de concreto, eles exibirem uma sensação mais agradável ao paladar e um aroma levemente terroso.

    Como o tipo de armazenamento e duração afeta a qualidade do vinho?

    Um dos primeiros benefícios do armazenamento adequado do vinho é guardá-lo, evitando que se transforme em vinagre, devido ao contato direto que teria com o oxigênio, caso não estivesse armazenado.

    Durante esse estágio, o vinho começa a ganhar algumas propriedades, como cor mais intensa, textura, sabor e aroma, assim aos poucos ficando equilibrado com todos esses novos elementos.

    A escolha do processo utilizado será de acordo com aquilo que o enólogo deseja, ao produzir vinho, assim como o tempo em que irá permanecer em maturação. Os três métodos que citamos mostram como cada um contribui para um tipo de vinho e seu resultado até ser engarrafado.

    Conclusão

    O clássico barril de madeira não é a única forma de proporcionar um bom vinho, como vimos. Existem outros métodos que contribuem para a complexidade que envolve as bebidas, agradando assim todos os públicos e ocasiões.

    O universo na enologia é vasto e fascinante, saber um pouco mais sobre um dos muitos processos que o vinho passa até chegar em nossas taças é esclarecedor e torna a apreciação de um bom vinho ainda mais saborosa.

    Referências:

    https://winemakermag.com/technique/fermentation-and-aging-containers

    https://northslopechillers.com/blog/wine-temperatures-fermentation-and-storage/

    https://cellaraiders.com/blogs/news/proper-wine-storage

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  • Curiosidades

    Como Deixar Suas Taças de Vinhos e Champagnes Sempre com Cara de Nova?

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    É normal com qualquer produto que, com o tempo, ele acabe perdendo aquela cara de novo, e isso vale também, infelizmente, para as nossas queridas taças.

    E como comprar novas nem sempre é uma opção, seja por questões financeiras ou de consciência ambiental, o jeito é arrumar uma forma de trazer aquele brilho de novo de volta.

    A boa notícia é que existem, sim, algumas práticas que você pode aderir para fazer a sua taça brilhar novamente, como se você estivesse usando ela pela primeira vez.

    O que preciso para deixar minhas taças sem manchas?

    Não tem nada pior do que pegar aquele belíssimo conjunto para usar numa ocasião especial e perceber que elas estão cheias de manchas, seja de dedos, marcas de água ou do próprio vinho.

    A primeira coisa que você deve fazer para evitar as temíveis manchas é lavá-las logo em seguida ao seu uso. Mas se não estiver no pique, coloque pelo menos um pouco de água nela, pois assim você evita que o fundo fique manchado por conta do vinho.

    Caso ela já esteja com essa mancha, na hora de lavar, basta adicionar um pouco de bicarbonato de sódio junto com uma pequena quantidade de água. Deixe essa mistura descansar até o próximo dia.

    Outra coisa muito importante: evite, ao máximo, usar detergente para lavar as taças. Sim, parece estranho, mas esses itens devem ser lavados apenas com muita água, preferencialmente morna. Só ela já é o suficiente para limpar o objeto.

    E o motivo de se usar água morna é para tirar as marcas de gordura deixadas pela boca ou dedos, evitando a utilização do detergente. Em casos de manchas de batom, retire esse resíduo – com um guardanapo, por exemplo – antes da lavagem para você não ter que usar sabão.

    Se realmente não tiver jeito, use o mínimo possível de detergente, e preferencialmente aqueles sem cheiros. Caso não tenha um desses em casa, pode ser o que tiver, mas uma gotinha é mais que o suficiente.

    Para finalizar e evitar, de uma vez por todas, as manchas, é ideal que você tenha um escorredor com suporte para deixar as taças com a boca virada para baixo.

    Caso não tenha, pegue um pano de prato limpo, que não foi lavado com amaciante, e coloque os itens, na mesa posição, em cima dele. A dica aqui é optar por tecidos que não deixam fiapos nas taças.

    E por mais que seja uma alternativa para não secar imediatamente, não deixe elas assim por muito tempo. Na verdade, o recomendado é lavar e secar com o pano de prato logo em seguida. Isso porque os minerais presentes na água acabam criando manchas.

    Agora é só guardar. Antes, verifique se o item não está úmido, pois se você guardar assim, ela pode ficar com mau cheiro. E antes de usar na próxima ocasião, coloque a taça contra luz para ver se ficou alguma mancha.

    Caso tenha ficado, é só borrifar um pouco de álcool. Aliás, é sempre bom fazer isso antes do uso, só para ter certeza que ela está realmente limpa.

    E pronto, agora é só aproveitar seu vinho ou champanhe.

    Veja o nosso passo a passo para deixar elas sempre com cara de nova

    Ao contrário do que se pode pensar, aquela taça turva de tanto lavar pode ficar, sim, com cara de nova outra vez. Basta você seguir as dicas que vamos dar logo a seguir.

    1 – Bucha sempre do lado mais macio

    Não sei vocês, mas a grande maioria das pessoas possuem a impressão que as coisas só vão ficar limpas se usar a parte mais grossa da bucha, e sabemos que não é bem assim, principalmente com as taças.

    Além de dispensar o uso de detergente, você também tem que ficar atento com o lado da esponja que usa. Prefira aquelas que não tenham textura e utilize sempre a parte amarela/macia da mesma, assim você evita os temidos riscos.

    2 – Nada se usar o limpa mamadeira

    Outro erro que você deve evitar a todo custo é usar uma bucha de limpar mamadeira para lavar suas peças, principalmente as de champanhe que, por serem mais estreitas, nossas mãos não conseguem entrar nelas ou mesmo alcançar seu fundo.

    Esse tipo de esponja também pode riscar a sua taça e deixá-la com aquela aparência feia e com vários riscos.

    3 – O milagre do vinagre

    Sabe aquela sua taça que está meio grudenta ou que já perdeu a sua transparência e está começando a ficar turva? Ela tem salvação!

    É só colocar essas taças em uma mistura com água e vinagre. A proporção é a mesma para ambos os elementos.

    Deixe descansando por 10 minutos e pronto. Elas ficaram brilhando novamente.

    Pode acontecer da taça ficar com cheiro de vinagre. Para tirar, use água morna e um pouco de detergente neutro para lavá-la.

    4 – Pasta de dente

    Quer mais um truque para deixar suas taças brilhando novamente?

    As pastas de dentes tem esse poder, mas é claro que você não pode usar qualquer uma.

    Você vai optar por pastas sem gel e nenhum outro aditivo, e preferencialmente as brancas.

    Agora, espalhe o item na taça com a ajuda de uma escova de dentes de cerdas bem macias, como aquelas de bebê, sabe? E pronto, agora é só enxaguar normalmente, sempre com água morna.

    5 – Lavagem manual

    Se você quer deixar suas taças com caras novas o máximo de tempo possível, você vai ter que esquecer da máquina de lavar louças e fazer tudo isso do jeito raiz: de forma manual.

    Além do detergente usado nestes aparelhos serem super fortes e impregnar os itens com seu cheiro, esses produtos são super frágeis, principalmente as taças de cristais. Esta têm mais probabilidade de ficar com o aroma do sabão por serem feitas de um material mais poroso.

    6 – Itens de lavagem próprio para taças

    Se você não quiser usar a sua esponja de cozinha nas suas taças, melhor ainda! Hoje existem algumas opções de buchas no mercado que são próprias para a lavagem desses utensílios.

    Contudo, caso for comprar pela internet, fique atento às especificações e comentários do produto, pois é essencial que as cerdas sejam macias para não riscar a taça.

    7 – A secagem também é importante

    Comentamos sobre isso mais acima, na parte do brilho, muito da cara de nova da sua taça vem da secagem. Após lavar, deixe a taça secando, com a boca virando para baixo em algum suporte ou pano de prato limpo.

    Em seguida, seque-a, pode ser tanto com um pano de prato ou mesmo uma flanela.

    Faça movimentos como se estivesse lustrando o vidro. Apesar de meio trabalhoso, isso já vai fazer uma diferença enorme no brilho da sua peça e, consequentemente, na aparência dela.

    8 – O armazenamento também importa

    Por fim, para fazer com que suas taças durem mais tempo, fique atento como você guarda elas. O ideal é que elas fiquem na vertical dentro do armário, com a boca virada para cima.

    Ao guardá-las com a boca para baixo o risco dela trincar é muito grande, já que esta é a região mais sensível.

    Pronto, agora você terá taças limpas e com cara de novas, sempre.

    Referências:

    https://www.apartmenttherapy.com/how-to-wash-champagne-glasses-36924256

    https://www.estateandmanor.com/private-service-professionals/wine-glass-how-to-clean-them/

    https://www.wineware.co.uk/glassware/how-to-clean-wine-glasses-restaurant-crystal-clean-glass-cleaner

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  • vinhos

    Quais os 15 Melhores Vinhos da Alemanha Bons e Baratos?

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    No celular gire a tela para ver a tabela completa

    PosiçãoVinhos da AlemanhaPreçoOnde Comprar
    1Nordheimer Vögelein Orange Silvaner 2014R$170,00Ver
    2Riesling Erbacher Steinmorgen Erste Lage 2015R$379,00Ver
    3Riesling Durbacher Scholossberg 1782 – 2015R$369,00Ver
    4Merlot Untertürkheimer Mönchberg 2012R$398,00Ver
    5Mönchberg Lemberger GG 2010R$399,00Ver
    6Ruppertsberger Hobeburg PC Riesling trocken 2017R$389,00Ver
    7Schwaigerner Ruthe Lemberger GG 2011R$499,00Ver
    8Verrenberger Verrenberger Pinot Noir GG 2015R$569,00Ver
    9Zeltinger Himmerlreich Riesling Kabinett 2018R$242,00Ver
    10Mosel Incline Riesling Qba 2016R$199,00Ver
    11Hochheimer Guts Riesling Qba trocken 2017R$267,75Ver
    12Iphöfer Riesling Vdp. Ortswien 2017R$284,88Ver
    13Becker Landgraf Spätburgunder & Sankt Laurent 2018R$207,00Ver
    14Becker Landgraf Gau – Odernheimer Spätburgunder 2018R$314,00Ver
    15Becker Landgraf Riesling Gutswein Trocken 2019R$200,00Ver

    Quando pensamos em vinhos de qualidade, alguns locais acabam vindo de primeira a nossa cabeça, como é o caso da Itália, Portugal, Chile, França e Brasil.

    Apesar de realmente estes serem países de referência quando falamos dessa bebida com características únicas, alguns outros estão trilhando seu caminho rumo a essa lista.

    Dentre eles não podemos deixar de citar a Alemanha. Sim, acredite se quiser, o país alemão está se tornando conhecido por produzir vinhos de altíssima qualidade.

    Por que então estes rótulos não estão chegando até nós?

    Bom, a principal dificuldade está na língua. Pela escrita ser em alemão, fica um pouco mais difícil sabermos as informações do vinho, como identificar se a é bebida doce ou seca, por exemplo. Além de outros dados importantes na hora da compra.

    Essa falta de acessibilidade acaba desencorajando as pessoas a provarem um vinho alemão. Mas outro ponto que também interfere neste quesito é na quantidade de rótulos alemães considerados ruins e fora do padrão de qualidade (definido pelo Reino Unido entre 1970 a 1980).

    Por causa desse período, a imagem dos vinhos alemães ficou manchada, fazendo com que as pessoas rotulassem essas bebidas como sendo um líquido barato e de péssima qualidade.

    Mas a verdade é que essa história mudou e a realidade agora é outra e você deveria, sim, provar algum rótulo fabricado no país. E com o intuito de te ajudar nessa empreitada, abaixo separamos algumas excelentes opções para você experimentar.

    Quais as principais características dos vinhos da Alemanha?

    Isso vai depender muito do rótulo que você está comprando. O país é conhecido por produzir ótimos vinhos brancos, principalmente aqueles que são feitos com uva Riesling, que inclusive representa cerca de dois terços da produção total do país.

    Riesling

    Começando pela queridinha do país, se você provar um vinho alemão feito com essa uva Riesling você terá uma bebida com bastante acidez, um sabor semi doce e um aroma de flores.

    Gewürztraminer

    Por ser uma uva não tão difundida entre os produtores alemães, vinhos com uva Gewürztraminer são uma raridade por lá, mas com certeza valem a prova.

    Os vinhos feitos com essa fruta tem uma coloração amarela clara, com uma acidez leve e notas de mel, rosas e laranja no olfato.

    Spätburgunder

    Está é considerada a melhor uva da Alemanha. Muito parecida com a Pinot Noir, os vinhos com esta casta tem aroma de frutas vermelhas, como framboesa e cereja.

    Dornfelder

    A dornfelder é uma uva vermelha que dá à bebida toques de frutas, além de ser um rótulo super fácil de beber.

    Blauer portugieser

    Uma uva que está em segundo lugar no quesito importância na Alemanha, é uma fruta usada para vinhos tintos e rosés. Os rótulos feitos com essa casta costumam ser leves e com pouca acidez.

    Além disso, é cultivada também na Alemanha a Müller-Thurgau, que apesar de ter um bom rendimento, não ganha tanto destaque por ter uma qualidade que varia de baixa a moderada.

    O mesmo acontece com a Silvaner, que é muito cultivada, mas que tem uma qualidade considerada boa, mas não ótima. E a Rylander, que é basicamente uma Pinot Gris.

    De forma geral, os vinhos alemães são leves, elegantes, super aromáticos e proporcionam ótimas harmonizações, principalmente com comidas asiáticas.

    1 – Nordheimer Vögelein Orange Silvaner 2014

    Vinho branco, essa bebida traz ao olfato um toque de gengibre com notas de seiva, pêssego e mel, de uma maneira bem equilibrada, além de uma leve presença de aroma de fumo.

    No paladar é cítrico, concentrado e picante, com um toque tânico. O final é persistente.

    Esse rótulo vai bem com carne ou cogumelo assado. Custa em torno de R$170,00.

    2 – Riesling Erbacher Steinmorgen Erste Lage 2015

    De cor palha com toques esverdeados, esse Riesling tem uma aroma delicado de abacaxi e pêssego, assim como notas minerais e levemente tostadas. No paladar é doce, fresco, com um bom corpo e um final mineral e longo.

    Vai bem com peixes gordurosos, como salmão e atum, assim como ostras, crustáceos, faisão e peixes vitelo.

    É uma ótima pedida, mas se prepara para o preço. Uma garrafa custa em torno de R$379,00.

    3 – Riesling Durbacher Scholossberg 1782 – 2015

    Apesar de ser um vinho branco, detém uma coloração de palha com toques verdes. É uma bebida complexa e com um ótimo potencial de guarda.

    Seu aroma é de frutas como damasco e pêssego, além de ter um toque mineral. Possui uma boa acidez, é encorpado e resistente.

    Para harmonizar aposte em peixes, crustáceos, carnes brancas e queijos moles ou que passaram por uma maturação curta.

    A garrafa custa em torno de R$369,00.

    4 – Merlot Untertürkheimer Mönchberg 2012

    Saindo um pouco dos rótulos Riesling, você deve experimentar esse Merlot safra de 2012.

    Vinho tinto, ele tem uma cor rubi bem intensa, com alguns toques de púrpura. Conta com um aroma de frutas escuras, com predominância para a ameixa. No paladar se mostra redondo, encorpado e com sabor também de frutas.

    Apresenta taninos mais finos, além de ser bem equilibrado. É persistente e deixa um gosto residual na boca de mineral e frutas.

    Para a harmonização, aposte em pratos com carne grelhada, risoto de perdiz, filé mignon, rosbife, vitela frita com cogumelos, guisado de javali e presunto assado.

    Seu preço gira em torno de R$398,00.

    5 – Mönchberg Lemberger GG 2010

    Apesar de ser um vinho alemão, essa bebida é feita com uma casta de uva austríaca que foi importada para o país no século 17.

    É uma fruta bem expressiva, com uma coloração rubi e toques púrpura. Tem uma boa intensidade.

    O aroma é uma complexa mistura de frutas escuras maduras, além de notas de carvalho e toques minerais.

    É igualmente complexo no paladar, trazendo um blend de sensações, com um corpo mais grosso, intenso, mas agradável e macio, ao mesmo tempo.

    Você acaba de achar o seu companheiro de churrasco. No geral ele vai acompanhar super bem carnes delicadas grelhadas. Assim como queijo de média e longa maturação.

    O valor dessa belezura costuma ficar na casa dos R$399,00.

    6 – Ruppertsberger Hobeburg PC Riesling trocken 2017

    Este Riesling da vinícola Dr. Bürklin-Wolf é considerado um dos melhores do mundo.

    Premier cru, tem uma coloração de palha, com aromas de abacaxi maduro, pêra e pêssego, assim como um toque de mineralidade.

    Sua acidez é bem viva. Na boca é refrescante e longo.

    Esse rótulo é ideal para acompanhar refeições leves, saladas, frango e peixes brancos. Para quem quiser provar, a garrafa custa R$389,00.

    7 – Schwaigerner Ruthe Lemberger GG 2011

    O Schwaigerner é feito com uma casta austríaca chamada Lemberger-blaufränkisch. De coloração rubi, o aroma deste vinho é uma mistura de alcaçuz, frutas, tabaco e tostado. É encorpado, com um bom equilíbrio nos taninos, além de uma acidez na medida certa.

    Ele é mais um excelente companheiro de churrasco, indo bem igualmente com carnes de caça, cabrito e carneiro. Harmoniza muito bem também com queijos bem curados.

    Mesmo cheio de características positivas, o preço não é tão convidativo ficando em torno de R$499,00.

    8 – Verrenberger Verrenberger Pinot Noir GG 2015

    Com classificação GG (Grand Cru) esse vinho tem um aroma de framboesa, amora, especiarias, além de um toque defumado e de minerais.

    De cor púrpura, é uma bebida saborosa e expressiva na boca, trazendo uma secura equilibrada. É redondo, de corpo médio e apresenta uma ótima persistência. Já o seu final é frutado, com notas minerais.

    Ah, este não é um blend, pois leva apenas Pinot Noir na sua composição.

    Na hora da harmonização aposte em pratos feitos com aves de caça como pato ou galinha selvagem, risoto de funghi porcini, carnes vermelhas delicadas e queijos, principalmente camembert e Brie.

    Ele custa a bagatela de R$569,00.

    9 – Zeltinger Himmerlreich Riesling Kabinett 2018

    Da Selbach Oster, este é um Riesling bem delicado, com uma presença de elementos cítricos e toque mineral defumado.

    Seu final é refrescante no paladar. Para harmonização opte por carnes defumadas, carne de porco, aves, mariscos e pratos apimentados.

    O rótulo tem um ótimo custo benefício, girando em torno de R$242,00.

    10 – Mosel Incline Riesling Qba 2016

    Como um bom Mosel, esse Riesling é delicioso e delicado. No paladar se mostra leve e repleto de aromas de flores e frutas maduras.

    Também da Selbach Oster, vai bem com queijos frescos e super combina com pratos asiáticos.

    Ele não é tão caro e possui um bom custo benefício, o preço da garrafa costuma ser vendido por R$199,00.

    11 – Hochheimer Guts Riesling Qba trocken 2017

    Deu para perceber que a especialidade dos alemães são os vinhos brancos, certo? Fresco, este conta um toque de notas florais e frutas brancas.

    Se você gosta de vinhos de guarda, é uma excelente opção. Ele pode ser armazenado por até 5 anos. No quesito harmonização, vai bem com pratos asiáticos.

    O valor de cada garrafa fica na média de R$267,75.

    12 – Iphöfer Riesling Vdp. Ortswien 2017

    Para quem gosta de vinhos levemente doces, esta é uma boa opção para você. Esse rótulo ainda é super delicado e com uma excelente acidez.

    Também é o parceiro perfeito para acompanhar os amantes de comida asiática. A média de preço dele fica na casa dos R$284,88.

    13 – Becker Landgraf Spätburgunder & Sankt Laurent 2018

    De uma cor rubi intensa e delicada, esse vinho traz um aroma de frutas vermelhas, como framboesa, cereja e amora, além de ervas frescas.

    Na boca é fresco, frutado e com um toque mineral. Perfeito para harmonizar com carnes vermelhas. Cada garrafa sai pelo valor de R$207,00.

    14 – Becker Landgraf Gau – Odernheimer Spätburgunder 2018

    Apesar do nome difícil, a Spätburgunder nada mais é que a versão alemã da Pinot Noir, mas com algumas pequenas diferenças. Por conta do terroir, acaba sendo uma bebida mais leve, com toques de minerais e terra, ao contrário da sua parente da Borgonha.

    É um vinho delicado e elegante, com notas de frutas vermelhas. Mostra também uma ótima acidez.

    Para a harmonização invista em pratos com cogumelos ou embutidos. Vale também apostar em uma panceta de porco fresca.

    Um pouco mais caro, o rótulo custa aproximadamente R$314,00.

    15 – Becker Landgraf Riesling Gutswein Trocken 2019

    Da Becken Landgraf, é um Riesling fresco, elegante e com toque mineral. Seu aroma é de frutas brancas, além de um toque vegetal.

    Já na boca se transforma em um vinho cheio, com uma acidez marcante, apresentando um sabor de frutas, com um toque longo e floral no final.

    Combine-o com pratos leves, frutos do mar, peixe e com queijo amarelo de massa mole.

    A média de preço de cada exemplar é de R$200,00.

    Onde encontro para comprar?

    Você com certeza terá mais facilidade para achar esses rótulos na internet, tendo talvez que importar alguns exemplares.

    Como não é tão comum aqui, eles são mais difíceis de encontrar em qualquer loja ou supermercado, por exemplo. Mas não é impossível, se você pesquisar bem pode acabar encontrando um lugar que os ofereça sem precisar importar.

    Sempre procure indicações em outras adegas, se agluém conhece um lugar que tenha e com certeza você vai achar um local que possa ter e com preço convidativo.

    Conclusão

    Mesmo sendo rótulos mais difíceis de serem encontrados, com certeza vale o trabalho a mais. Experimente você mesmo essas delícias que estão cada vez mais presentes no mundo dos melhores vinhos do planeta.

    Referências:

    https://iwsc.net/news/wine/top-15-german-white-wines-from-riesling-to-silvaner

    https://www.jamessuckling.com/wine-tasting-reports/top-100-wines-germany-2020/

    http://winesofgermany.co.uk/news/top-50-wines-germany/

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  • vinhos

    Quais os 15 Melhores Vinhos da África do Sul Bons e Baratos?

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    PosiçãoVinho da África do SulPreçoOnde Comprar
    1Glen Carlou Gravel Quarry Cabernet Sauvignon 2020R$149,86Ver
    2Out of Africa Pinotage 2014R$82,00Ver
    3Glen Carlou Quartz Stone Chardonnay 2013R$129,05Ver
    4Kleine Rust Chenin Blanc Sauvignon Blanc 2015R$117,00Ver
    5Diemersdal Wild Horseshoe Sauvignon Blanc 2018R$84,61Ver
    6Rhebokskloof vineyard Selection pinotage 2016R$74,57Ver
    7Robertson Chapel Red Cabernet Sauvignon Merlot 2017R$96,48Ver
    8Guardian Peak Shiraz 2016R$193,54Ver
    9Porcupine Ridge Syrah 2018R$157,56Ver
    10Barista Pinotage 2020R$174,21Ver
    11The Wolftrap Red Blend 2019R$123,74Ver
    12Vinologist Syrah 2018R$187,83Ver
    13Danie de Wet Chardonnay 2020R$130,74Ver
    14Kadette Pinotage Rosé 2020R$125,69Ver
    15Porcupine Ridge Cabernet Sauvignon 2019R$167,42Ver

    Se te perguntamos quais são os melhores países quando o assunto é um vinho de qualidade, é bem provável que você vá pensar em alguns rótulos brasileiros, além dos europeus e dos hermanos chilenos e argentinos, não é mesmo?

    E realmente estes são locais com excelentes vinhos. Mas que tal mudar um pouco essa rota e dar uma “passada” no continente africano, mais precisamente África do Sul.

    Pois é, apesar de não ser tão conhecido, pelo menos por aqui, a África do Sul não só produz bebidas de altíssima qualidade, como é um dos dez maiores produtores de vinhos do mundo.

    Os rótulos sul-africanos são conhecidos por trazerem a elegância dos vinhos da Europa junto com a intensidade dos alcoólicos do Novo Mundo, ou seja, vai agradar os consumidores mais novos e também os mais “conservadores”.

    Logo adiante separamos os 15 melhores vinhos sul-africanos para você experimentar.

    Quais as principais características dos vinhos da África do Sul?

    E o que esperar das bebidas dessa região? Isso vai depender, obviamente, do tipo de uva usado na garrafa que você escolheu. Mas, de modo geral, os vinhos da África do Sul são equilibrados, finos, saborosos e, o melhor de tudo, tem um ótimo custo-benefício – essa é a melhor palavra de todas para os amantes dessa bebida.

    Mas, por exemplo, os vinhos fabricados com uvas pinotage, a casta mais difundida na região, será uma bebida bem encorpada, intensa e com um aroma bem característico.

    Além do pinotage, o país também trabalha com uvas francesas, como Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. Ah, e além de ser um dos dez maiores produtores de vinho, a África do Sul também é conhecida por fabricar excelentes rótulos brancos.

    Agora chega de papo e vamos ao que interessa: as indicações dos rótulos sul-africanos.

    1 – Glen Carlou Gravel Quarry Cabernet Sauvignon 2020

    Vinho feito apenas com uvas Cabernet Sauvignon, esse rótulo passa cerca de um ano e seis meses em barricas de carvalho francês novos.

    Detém um aroma bem presente de cassis, ameixas e um toque de flores, alcaçuz e tabaco. É uma bebida mais potente e madura, com taninos finos e de excelente textura, além de uma boa acidez, que faz esse vinho ter um ótimo equilíbrio.

    Já para acompanhá-lo em um jantar, aposte em pratos com carne vermelha, cordeiro e aves.

    No quesito valor, esse rótulo gira em torno de R$149,86.

    2 – Out of Africa Pinotage 2014

    Claro que não poderia faltar a uva queridinha da África do Sul. Rótulo feito unicamente com essa varietal, a bebida passa em carvalho francês por quatro meses.

    Trata-se de um vinho suculento e muito bem estruturado, com taninos de ótima textura, uma acidez gostosa de sentir na boca, além de um final bem agradável, evidenciando as características da pinotage.

    Já no quesito aromas, é uma bebida que traz cheiros de ameixa, notas florais, especiarias doces e ervas.

    Essa belezura custa cerca de R$82,00 e cai como uma luva com pratos carne de vaca, de caça e aves.

    3 – Glen Carlou Quartz Stone Chardonnay 2013

    Mais um rótulo com uma única varietal, mas neste caso com uvas Chardonnay.

    Esse vinho branco passa 90% da sua fermentação com leveduras indígenas dentro de barris de carvalho francês e os outros 10% em ovo de concreto.
    Após esse período, ele ficará por mais onze meses no mesmo local.

    Se você aprecia um vinho mais potente, então esse rótulo é para você.

    Seu aroma é de flores, frutas tropicais, especiarias doces e manteiga. Todas essas características são muito bem equilibradas por conta da acidez refrescante presente neste rótulo.

    Na boca apresenta uma textura cremosa, com um bom volume, um final cheio e persistente, com toques de abacaxi em caldas e camomila.

    No quesito harmonização, combine-o com carne de porco, peixes gordurosos e pratos vegetarianos.

    Para experimentar esse sul-africano você terá que desembolsar R$129,05.

    4 – Kleine Rust Chenin Blanc Sauvignon Blanc 2015

    Feito com 83% de uva Chenin Blanc e 17% de Sauvignon blanc, esse vinho não passa por nenhum período na madeira.

    É um rótulo com bastante tensão, com ótima textura e muito frescor. No olfato, traz cheiros de frutas cítricas e tropicais, com um toque de notas minerais, florais e ervas frescas.

    Na boca é bem volumoso, com um boa acidez e um final com toques de sal e de lima.

    Esse vinho vai bem tanto acompanhado com pratos asiáticos picantes, quanto sozinho, e deve ser servido sempre bem gelado.

    Você encontra esse vinho a partir de R$117,00.

    5 – Diemersdal Wild Horseshoe Sauvignon Blanc 2018

    Esse Sauvignon Blanc é diferente dos rótulos que são feitos com essa uva. Ao invés de ter um sabor de capim-limão, ele é uma versão mais ousada que passa por carvalho. Isso faz com que a bebida tenha um gosto de frutas tropicais decorrente da fermentação por um longo período com a casca da uva.

    Para harmonizar, ele combina bem com pratos vegetarianos e mariscos.

    A garrafa gira em torno de R$84,61.

    6 – Rhebokskloof vineyard Selection pinotage 2016

    Rótulo direto da região de Cabo Ocidental de Paarl, é uma bebida sedosa com sabores de frutas vermelhas escuras e um aroma esfumaçado.

    Para te acompanhar no almoço ou no jantar, opte por refeições com carne de vaca, de caça ou aves.

    Com um ótimo custo x benefício, a garrafa custa R$74,57.

    7 – Robertson Chapel Red Cabernet Sauvignon Merlot 2017

    Como o próprio nome já dá a entender, esse rótulo é um blend entre Cabernet Sauvignon e Merlot.

    Tem um aroma de frutas maduras e herbáceas. No paladar se mostra envolvente, macio e com um excelente equilíbrio. Ele é um vinho de guarda, podendo ser armazenado por até cinco anos.

    Vai fazer pizza, rosbife, cordeiro, carne assada, massas e cozidos? Esse rótulo é a escolha perfeita.

    Além disso, tem um ótimo custo-benefício, com a garrafa custando a partir de R$96,48.

    8 – Guardian Peak Shiraz 2016

    Elegante, esse Shiraz conta com um delicioso aroma de frutas maduras. Aliás, ele é um excelente exemplar com as características mais comuns dos vinhos sul-africanos: uma mistura das bebidas do novo e velho mundo.

    Passa por maturação de seis meses em barricas de carvalho americano, e também tem um ótimo potencial de guarda, cerca de cinco anos.

    No momento da harmonização invista em pratos com carne vermelha e cordeiro.

    Você garante esse rótulo por R$193,54.

    9 – Porcupine Ridge Syrah 2018

    Esse Syrah é de fabricação da Boekenhoutskloof, considerada o maior especialista da África do Sul desta casta.

    É um vinho com muito estilo e intenso. Ele vai bem com pato, avestruz e carnes grelhadas.

    Seu preço é de R$157,56.

    10 – Barista Pinotage 2020

    Mais um pinotage para a lista. É um vinho suculento e delicioso, traz um aroma cheio de frutas maduras e um toque bem presente de café, ameixas e chocolate.

    O rótulo passa por uma fermentação parcial em barricas tostadas de carvalho.

    Podendo ser armazenado por até cinco anos, esse pinotage cai como uma luva com massas e carnes, no geral.

    Você encontra a garrafa com valores a partir de R$174,21.

    11 – The Wolftrap Red Blend 2019

    The Wolftrap é produzido com uma enorme variedade de uvas tintas. Mostra-se uma bebida saborosa e bem fácil de agradar qualquer tipo de paladar.

    Seu corpo é médio e passa por uma vinificação tradicional, além de ficar um ano em barricas de carvalho francês.

    Combina com carnes, massas e fica perfeito com risoto de cogumelo.

    Tem também um ótimo preço: R$123,74.

    12 – Vinologist Syrah 2018

    A linha Vinologist da Boekenhoutskloof tem como intuito trazer uma bebida com a menor intervenção possível durante a sua vinificação.

    O resultado – junto com o Terroir, obviamente – é um tinto rico e exuberante, com aromas fortes de violeta, frutas do bosque e especiarias.

    Já no paladar tem uma ótima textura, é fresco e macio.

    Ele vai bem com carnes vermelhas, grelhadas ou assadas.

    O valor unitário fica custando em torno de R$187,83.

    13 – Danie de Wet Chardonnay 2020

    Complexo, esse branco traz toda a profundidade da uva usada em sua fabricação. Ele passa por um longo período em contato direto com as borras, o que faz ele ganhar bastante corpo.

    Não é um vinho de guarda, então não invente de comprar para guardar por muito tempo.

    Este delicioso vinho combina bem com frutos do mar e peixes.

    Tem um bom custo-benefício com a garrafa custando em média R$130,74.

    14 – Kadette Pinotage Rosé 2020

    Mais um rótulo feito apenas com pinotage, mas desta vez do tipo rosé. É um vinho encorpado, persistente e com aromas de frutas e florais, bem típico dessa casta.

    Pode ser tanto ingerido como um aperitivo, como acompanhado de peixes, mariscos, massas e pratos leves.

    Custa a partir de R$125,69.

    15 – Porcupine Ridge Cabernet Sauvignon 2019

    Cabernet Sauvignon com uma boa presença na boca. É gostoso e saboroso, com maturação em barricas de carvalho. Encorpado e vai bem com cordeiro e outras carnes no geral.

    O seu preço gira em torno de R$167,42.

    Onde comprar?

    Dificilmente você vai achar um vinho da Africa do Sul no supermercado, a não ser que o catálogo do local seja bem grande e variado. Sendo assim, recomendo que você garanta o seu rótulo diretamente na internet.

    Usei sites de sua confiança ou procure sempre por certificações e comentários de quem já comprou os produtos pelo site.

    Conclusão

    O mundo dos vinhos não deixa de surpreender. Aposto que você não sabia que a África do Sul produz excelentes vinhos. Bom, mas agora que você sabe, que tal provar alguns, hein?!

    Referências:

    https://www.foodandwine.com/wine/guides-south-african-wines

    https://iwsc.net/news/wine/top-10-south-african-red-wines

    https://www.totalwine.com/wine/south-africa/c/000289

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  • vinhos

    Como Diferenciar o Vinho Vegano dos Demais Tipos?

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    Poucos sabem, mas o vinho nem todas as vezes é totalmente vegano. Pensando nestes fatores, as pessoas que adotam tal medida para a sua vida pessoal, devem levar em conta todos estes fatores no momento de consumir esta bebida.

    Desse modo, uma grande dúvida surge na vida das pessoas que consomem alimentos veganos, é em como saber quais vinhos podem tomar e quais não podem.

    Mas calma, sem desesperos, é possível diferenciar qual é vegano e qual não é, pode ser difícil. Mas, vale a pena para as pessoas que adotam o estilo de vida.

    Sendo assim, você que opta por consumir produtos sem nenhum vestígio do componente animal, deve observar o rótulo do vinho e todas as informações que estejam na sua embalagem.

    Desse modo, caso a bebida tenha algumas frases, como: “unfiltered” (não filtrado) ou até mesmo “métodos de autoclarificação natural”.

    Os vinhos com selo Kosher, também são indicados para pessoas veganas, pois ele indica que o produto não tem nenhum componente animal. Além disso, não se esqueça de procurar informações sobre o produtor.

    O que é vinho vegano?

    O vinho vegano é uma bebida que não possui nenhum derivado de origem animal. Parece pouco comum isso, mas grande parte dos vinhos possuem derivados de animais, como por exemplo:

    • Proteína do leite;
    • Gelatina com origem Bovina ou Suína;
    • Clara de ovo.

    Todos esses componentes são usados no processo de clarificação dos vinhos normais e a sua versão vegana não possui nenhum destes componentes para o seu processo de clarificação.

    Todos os vinhos são veganos?

    Não, grande parte dos vinhos não são. Diversos deles possuem componentes de origem animais em seu processo.

    Ou seja, para que o vinho tenha uma aparência mais cristalina, os produtores utilizam moléculas e alguns produtos para fazer o processo de afinamento e nesses processos alguns produtores podem acabar usando produtos de origem animal.

    Para o vinho tinto, na realização do processo de afinamento, geralmente é utilizado a albumina, que é encontrada na clara do ovo. Em relação ao vinho branco, é utilizado a caseína ou a proteína do leite, como é mais conhecida popularmente.

    Como funciona o processo de clarificação do vinho?

    A clarificação é uma etapa que acontece no processo de fabricação do vinho, que consiste em retirar os resíduos sólidos que se formam durante os processos anteriores e tem a finalidade de deixar a bebida mais limpa e mais clara.

    Desse modo, para realizar tal processo, é adicionado no produto, algumas substâncias e compostos, que servem como ímã, ou seja, atrai todas as impurezas presentes no vinho.

    Quais produtos animais podem ser utilizados nos vinhos?

    Albumina de ovo

    A albumina, ou a proteína do ovo, é uma substância muito conhecida, por colar ao vinho e tirar diversas partículas que ficam suspensas no líquido, deixando a bebida mais limpa e brilhante.

    Sangue animal

    O sangue animal, também é um componente utilizado na produção do vinho. Mas, de uma forma diferente, pois o mesmo serve para o amaciamento dos taninos.

    Ou seja, para agilizar o tempo e tirar a armagura que o vinho tinto mais jovem possui. Em alguns países, o sangue animal foi proíbido na produção do vinho.

    Cola de peixe

    Também conhecido como Isinglass, ele é diferente dos outros produtos, feito a partir das bexigas natatórias do peixe, que são processadas e desidratadas para ficar parecidas com o colágeno.

    E quando adicionadas no vinho, ajudam com que ele fique limpo e mude seu aspecto visualmente.

    Ele faz com que o vinho fique pronto mais rapidamente, além de ser um dos produtos mais baratos para o processo, ajudando monetariamente o produtor.

    Gelatina animal

    A gelatina animal é retirada da carne bovina ou suína e usada para ajudar nesta modalidade, sendo muito comum e utilizada por diversos produtores.

    Caseína do leite

    A caseína ou proteína do leite, é muito utilizada em vinhos branco, também para deixar o vinho mais claro.

    Óleo de peixe

    O óleo de peixe, diferente da cola de peixe, é uma substância retirada deles e colocada dentro do vinho fazendo com que as impurezas presentes na bebida grudam neste óleo.

    O que é o amaciamento dos taninos?

    A partir de um tempo, os taninos vão amaciando e o seu gosto que antes trazia uma sensação de amargor na boca, passa a ser bom e o vinho fica cada vez mais saboroso no momento da degustação.

    Alguns produtores, preferem adiantar o processo acelerando a etapa de amaciamento, em que consiste na inserção de albumina, que é conhecida como proteína do ovo ou até mesmo sangue animal.

    É importante ressaltar, que nem todos os vinhos passam pelo amaciamento forçado. Mas, grande parte sim, mesmo não sendo algo obrigatório.

    Além disso, diversos países proíbem o processo de amaciamento forçado com a utilização do sangue de animais. Alguns países restringem e não aceitam de forma nenhuma esta modalidade como a França e Estados Unidos.

    Mas, por não ser algo obrigatório informar no rótulo se o produto passa por este processo, não é possível saber se é feito o amaciamento precoce ou não.

    É importante ressaltar também, que algumas regiões exigem que os produtores de vinho possuam certificação, informando que não utilizam tal modalidade.

    Porém, por ser uma certificação cara e principalmente burocrática, muitos produtores e fabricantes de vinho, principalmente os menores, não possuem acesso a certificação.

    Os taninos são uma substância muito presente nos vinhos tintos, tais substâncias são provenientes da casca e semente das uvas. Inclusive, uma das principais diferenciações entre o vinho tinto e o branco estão relacionadas a casca da uva.

    Mas, um ponto importante é que a partir do seu amaciamento, com o tempo, o vinho se torna amaciado e o seu gosto fica mais saboroso e diferenciado.

    Como identificar o vinho vegano?

    Em grande parte dos casos, não é possível identificar o vinho vegano apenas pelo seu paladar.

    Pois, como o processo de utilização da origem animal ocorre nas etapas de produção, apenas algumas substâncias do animal ficam na bebida. Por este fato, não é possível identificar apenas pelo gosto se o vinho é vegano ou não.

    Sendo assim, ler o rótulo é importante. Mas, diversos vinhos não falam sobre este assunto no seu rótulo, o que significa que nem sempre ele utiliza somente a forma vegana.

    Já os produtores de vinho vegano irão apresentar desde o início sobre o seu processo.

    Desse modo, é importante se atentar a estes detalhes. Caso não encontre nada informando se o produto é vegano ou não, leia também o seu contra rótulo.

    Uma opção que você também não deve esquecer de verificar é o produtor, pesquise bem sobre ele e se informe se o mesmo costuma trabalhar com bebidas veganas ou não. Em caso de dúvidas, não consuma a bebida.

    O que deve conter no rótulo do vinho vegano?

    Ao olhar no rótulo, para identificar se o vinho é vegano ou não, você deve encontrar algumas expressões ou termos que indicam se ele é ou não. Veja a seguir algumas destas expressões:

    Unfiltered ou Unfined.

    Desse modo, tais expressões indicam que o vinho foi feito sem utilização de agentes de agentes finos.

    Sendo assim, significa que esta garrafa de vinho não contém nenhuma substância animal e não teve clarificação com o uso destes tipos de componentes.

    Quais produtos podem ser utilizados para fazer a clarificação do vinho, sem ser de origem animal?

    Para quem acha que não possui saída para a clarificação, sem o uso de derivados animais, é possível sim! Inclusive os produtores que trabalham com este tipo de vinho geralmente usam tais modalidades e substâncias que ajudam no processo.

    Os principais componentes, que ajudam a fazer tal clarificação de forma totalmente vegana, são:

    Bentonita

    A bentonita, é um colágeno totalmente à base de argila, que também ajuda no processo de remoção das partículas indesejadas e diversas impurezas, ajudando assim, na clarificação.

    Carvão ativado

    O carvão ativado é um grande parceiro da família dos veganos e também pode ser utilizado na remoção de diversas impurezas presentes no vinho. Inclusive, as empresas que realizam a produção de vinhos veganos utilizam muito este componente.

    Conclusão

    Logo, é possível observar que existem vinhos não veganos e veganos para todos os gostos da população.

    Além disso, a variedade de vinhos nesta modalidade vem crescendo cada vez mais e diversas empresas estão aderindo a este tipo de público.

    Assim, mesmo sendo vegano ou não, o seu vinho continuará saboroso e estará presente nos melhores momentos da sua vida. Basta escolher a marca certa e aproveitar os melhores momentos.

    Referências:

    https://www.virginwines.co.uk/hub/blog/what-is-vegan-wine/

    https://www.decanter.com/learn/advice/makes-vegan-wine-ask-decanter-406947/#:~:text=’Vegan%20wines%20are%20made%20without,Partners%20wine%20expert%2C%20Matt%20Johnson.&text=In%20reality%2C%20many%20wines%20are%20vegan%20friendly.

    https://www.delicious.com.au/drinks/wine-champagne/article/8-best-vegan-wines-2021-top-rated-vegan-wine/86obn3es

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