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Confira os Vinhos Australianos e sua Popularidade Crescente que Estão Conquistando o Mundo

Quando falamos em vinho de qualidade, muita gente ainda considera a Itália, França, Espanha e Portugal como os maiores e melhores produtores desta bebida, o que, de fato, é uma verdade, mas…

Contudo, com o passar dos anos, outros países fizeram por merecer e entraram nessa lista dos mais badalados vinhos do mundo, como é o caso da Austrália.

Sim, não é só de cangurus e animais peçonhentos incrivelmente grandes que vive a região.

Apesar do vinho ter chegado na terra dos cangurus em 1788 junto com os primeiros europeus que se instalaram na região, foi só em 1960 que o país realmente começou a se preocupar com a qualidade do vinho.

No começo, os australianos fabricavam bebidas fortificantes. Mas na década de 60, com o aumento per capita da população, a procura por vinhos de qualidade começou a crescer e nunca mais parou.

Atualmente, a Austrália conta com cerca de duas mil vinícolas no país, além de ser um dos maiores produtores e exportadores de vinhos do mundo todo.

Com o aumento da fama, o país tornou-se também um líder em mercados “mais maduros”. E vamos falar mais sobre isso a seguir.

O sucesso dos vinhos australianos entre os apreciadores maduros

Um dos mercados mais maduros quando falamos em consumo de vinho é a Inglaterra.

Na terra da rainha, esses rótulos australianos lideram há alguns anos o ranking de vendas de vinhos maduros. Essa preferência acontece desde 1985.

Dez anos depois, foi a vez dos Estados Unidos se render aos rótulos australianos.

Com esse crescimento para lá de positivo, em 1996 o país definiu um objetivo: até 2025 a meta era alcançar um volume de negócios, exportação e doméstica, de 4,5 bilhões. E eles nem tiveram que esperar tanto assim, já que sete anos depois, em 2003, eles alcançaram esse número.

E com a quantidade de produtores e de garrafas fabricadas por lá, é esperado que essa invasão não fique confinada apenas ao mercado inglês e americano.

Em pouco tempo poderemos ver o domínio da Austrália no setor norte-americano, com rótulos principalmente tinto e branco, assim como no próprio Brasil. Apesar dessa participação ainda ser pequena no país.

Essa expansão se deve, principalmente, pelos preços convidativos e bem competitivos. E é exatamente isso que o consumidor quer, algo de qualidade com a mesma base de preço de vinhos de outras regiões famosas.

Quais são as dificuldades enfrentadas pelas vinícolas?

Porém, nem tudo são flores. Para quem conhece um pouco sobre a Austrália, sabe que a região sofre muito com enchentes e queimadas. Além de regiões com calor escaldante.

Nos últimos anos, vários estados e cidades foram atingidos por esses desastres naturais. Deixando muitas pessoas e muitas parreiras embaixo d’água.

Em 2006/2007, por exemplo, incêndios florestais queimaram inúmeros hectares de vinhas em diversas localidades da Austrália. Esse momento foi visto como uma verdadeira catástrofe para os produtores de vinhos locais.

E não muito tempo atrás, o episódio se repetiu, com o incêndio florestal que atingiu o país em 2019/2020, chegando a destruir quase que completamente toda a parte verde da Austrália.

Parece que às vezes a proporção do sucesso se iguala aos desastres. Além dos contratempos com a natureza, a Austrália também passou por maus bocados governamentais em 2002/2003.

Neste período, por algum motivo, o país decidiu tomar uma nova direção na produção de seus vinhos, priorizando a quantidade ao invés da qualidade. E nem precisamos dizer que isso não foi bem visto pelos consumidores desses rótulos.

No início do milênio, os ingleses receberam uma oferta aparentemente tentadora da Austrália chamada de “Buy one, get one free”, ou seja, compre um e leve outro de graça. Essa foi uma ação bem agressiva tomada pela região com o intuito de se livrar do grande estoque guardado nos armazéns do país.

Obviamente que tal atitude não foi recebida muito bem e manchou a imagem dos vinhos australianos, principalmente porque até 20 anos atrás, o mercado inglês só recebia rótulos de alta qualidade e com um custo x benefício para lá de vantajoso.

Mas, como qualquer comércio está à mercê de erros e acertos, a Austrália já conseguiu apagar este episódio fatídico e segue sendo um dos preferidos entre o mercado de consumidores maduros e provavelmente do mundo.

Aliás, não é à toa que o país virou rota para quem adora conhecer vinícolas.

Visão do país continental e suas zonas vinícolas

Falando nisso, vai fazer uma viagem à Austrália e ficou interessado em conhecer as regiões vinícolas do país? Você não vai se arrepender, são muito elegantes e bastante interessantes, pode ir sem medo.

Abaixo, separamos os locais mais conhecidos e outros nem tanto, que combinam ótimas degustações de vinhos com paisagens de cair o queixo.

Região de New South Wales

Em New South Wales o destaque fica para a capital da Austrália, Canberra, que fica a 300 quilômetros de Sydney. São nestas duas regiões que se encontram os principais locais de visitação para os amantes de vinho.

Você pode passear por:

  • Canberra District;
  • Hilltops;
  • Shoalhaven;
  • Southern Highlands;
  • Cowra;
  • Mudgee;
  • Orange;
  • Hunter Valley.

Sendo essa última um dos locais de vinho mais importantes de Sidney.

Nestas regiões, as uvas em destaque são: Shiraz, Chardonnay e Cabernet Sauvignon. Além de cepas um tanto quanto inusitadas, como Mataró, Verdelho, Palomino e Sémillon.

Um fato curioso é que o clima em New South Wales durante o desenvolvimento da fruta é bem parecido com o do Languedoc-Roussilon, no Sul da França.

Região de Victoria

A região de Victoria é considerada uma das mais importantes do país. E neste mesmo local fica a cidade centro deste conglomerado vinícola: Melbourne.

Ali, você pode explorar plantações de vinhos em quase todas as direções: oeste, noroeste, norte e nordeste.

Entre os principais locais, você pode optar por:

  • Geelong;
  • Pyrenees;
  • Bedingo;
  • Yarra Valley;
  • Rutherglen;
  • Macedon Ranges;
  • Upper Goulburn;
  • Glenrowan;
  • Henty;
  • Grampians;
  • Sunburry;
  • Nagambie Lakes;
  • King Valley;
  • Strathbogie.

Nestes locais, os chamados “vinhos clássicos” são produzidos a uma altitude de 500 metros do nível do mar.

Já os tipos de uvas mais comuns da região são Shiraz – um tinto à base de casta de Grenache -, vinhos brancos à base de Roussanne, Viognier e Marsanne. A cepa que mais se encontra por lá são as brancas.

Outro ponto interessante a se saber dessas regiões é que lá você encontra os melhores rótulos de vinhos doces fortificados, principalmente em Rutherglen.

Infelizmente, os melhores produtores da região ainda tem fraca presença do Brasil, mesmo criando vinhos excelentes.

Parte Sul da Austrália

Para quem vai iniciar a viagem desbravando a South Australia – parte sul do país -, pode começar pela região McLaren Vale.

Aliás, sabia que foi neste local que começou a produção de vinhos no sul da Austrália? Com certeza é uma região que não vai deixar a desejar.

Além de ser o local pioneiro na produção de vinho, a região sul do país, é super fácil de chegar lá. Você pode fazer esse trajeto, de carro, em apenas 45 minutos saindo da capital do estado, Adelaide.

Um dos pontos altos da experiência é que conforme você vai se aprofundando no Vale, as vinhas começam a dominar a paisagem.

Outros pontos ao sul da Austrália que merecem destaque são:

  • Ilha Kangaroo;
  • Limestone Coast;
  • Southern Fleurie;
  • Currancy Creek;
  • Langhorne Creek;
  • Adelaide Hills;
  • Eden Valley;
  • Barossa Valley;
  • Adelaide Plains;
  • Clare Valley;
  • Coonawarra;
  • Riverland.

A grande maioria desses locais estão ao redor de Adelaide. E a região deve estar no seu roteiro pois é ali que se produz as uvas para o vinho Grange.

Porém, se não puder visitar tudo, priorize o McLaren Vale, Barrossa, Eden e Clare Valley. Eles são considerados o berço dos melhores vinhos da Austrália.

Por lá, é possível degustar, além do Grange, ótimos Shiraz.

Parte Oeste da Austrália

Por fim, temos a região oeste da Austrália. Para quem quer dar uma passada por lá, prepare-se para uma longa viagem.

A distância de Sydney, que fica em New South Wales, até Perth, a principal cidade desta lado da Austrália, é de quatro mil quilômetros.

Com isso, dá para perceber a grandeza deste país, não é mesmo?

Por lá, vale parar e conhecer:

  • Swan District;
  • Perth Hills;
  • Margaret River;
  • Geografie;
  • Blackwood Valley;
  • Mainjimup;
  • Frankland River;
  • Pemberton;
  • Mount Baker;
  • Albany;
  • Denmark.

De todas, duas tem grandes destaques devido às ótimas opções de Cabernet Sauvignon: Margaret River e Swan District. Ambos os locais ficam lado a lado com o Cabernet da região de Coonawarra.

Apesar dos rótulos australianos não serem tão badalados no Brasil quanto na Inglaterra, por exemplo, isso não é desculpa para você deixar de procurar por opções para conhecer mais sobre os vinhos da Austrália.

É possível sim achar excelentes alternativas no mercado brasileiro desse grande produtor de vinhos do Novo Mundo, mesmo que seja um pouco mais difícil de encontrar.

Mesmo a procura sendo um pouco mais árdua, temos certeza que vai valer a pena, no final das contas.

E você, já teve a chance de provar algum vinho australiano ou sabia que a terra de Hugh Jackman e Chris Hemsworth está se tornando um dos epicentros de excelentes vinhos?

Referências:

https://www.thewinesociety.com/guides-wine-regions-australia

https://justwines.com.au/blog/most-popular-wine-regions-of-australia/

https://vinodelvida.com/best-australian-wine/

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