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    Como as Condições Meteorológicas Locais podem Acarretar o Aumento do Consumo de Vinho?

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    Sabia que o clima de onde você vive afeta diretamente a quantidade ingerida? Isso foi afirmado de acordo com o novo estudo realizado e vamos te explicar no decorrer do texto.

    O que as pesquisas científicas dizem sobre o aumento do consumo de vinho em climas amenos?

    Recentemente, a revista American Association for the Liver Diseases publicou uma pesquisa a qual divulgou que existe uma ligação direta entre o clima e o consumo do álcool médio da população da região.

    Na pesquisa, constatou-se que quanto menor a temperatura de uma região e menor o tempo de luz solar, maior é o nível do consumo.

    Ramom Bataller que leciona na Universidade de Pittsburgh disse que a maioria das pessoas acreditam que na América do Norte se bebe mais por fazer mais frio que na do Sul, mas que até tal momento ninguém havia feito um estudo ou pesquisa sobre o assunto.

    Ele e toda sua equipe avaliaram os dados da Organização Mundial de Saúde e da Organização Meteorológica Mundial além e dos outros conjuntos de dados públicos.

    Isso para juntar as informações relacionadas a 193 países além dos 50 estados e dos 3.144 municípios em todo o território dos Estados Unidos.

    Houve a realização, portanto, de uma análise mais sistemática de todos os níveis e padrões do consumo do álcool em diferentes regiões.

    Foram considerados as seguintes informações:

    • Consumo geral e total per capita;
    • Percentual da população que realmente bebe;
    • Incidência do consumo em excesso;
    • Média anual em horas da luz do sol;
    • Média da temperatura da região.

    Todos esses quesitos, foram importantíssimos para correlacionar o consumo do álcool com o clima da região.

    Quais são as consequências para o organismo humano deste aumento do consumo de vinho?

    O álcool é na verdade um vasodilatador, ou seja, ele eleva o fluxo do sangue quente em direção a pele.

    Essa que está com muitos sensores da temperatura e, por conseguinte, beber tende a aumentar ainda mais a sensação de calor. Quando se fala da Sibéria essa sensação pode ser até agradável, porém nem tanto no deserto Saara.

    Além disso, beber está muitas vezes associado à depressão, e tende a piorar quando há escassez de luz solar e o ar fica mais frio.

    Ao analisar então todos dos dados disponíveis, a equipe de Bataller identificou uma correlação infelizmente negativa e clara entre os fatores climáticos, a temperatura média, a quantidade de horas de luz do sol, com o consumo total da população.

    Além dessa correlação, eles encontraram também evidências de que o clima contribui para uma a elevação da carga da doença hepática proveniente do álcool.

    Tais tendências também eram verdadeiras quando se comparado entre os países em todo o mundo e os condados dos Estados Unidos.

    Conclusão

    Agora temos efetivamente novas evidências relacionadas a temperatura e exposição a luz solar, ditando então uma forte influência na quantia de álcool ingerido.

    Bataller ainda frisa que o consumo do álcool associado ao clima está de modo direto ligado às chances de cada pessoa desenvolver um tipo mais perigoso da doença hepática, o seja, a cirrose, que tende a provocar uma insuficiência hepática e por consequência levar morte.

    Os dados são reais e estão aí para nos alertar.

    Isso não quer dizer que a ingestão do vinho deve ser cessada.

    Você pode sim ter seus momentos descontraídos e felizes acompanhado de um bom vinho.

    Entretanto, o importante é cuidar sempre para não exagerar.

    Beba sempre com moderação!

    Referências:

    https://www.insider.com/climate-could-affect-how-much-alcohol-you-drink-study-finds-2018-11

    https://www.upmc.com/media/news/111418-alcohol-and-weather

    https://aasldpubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/hep.30315

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  • vinhos

    Como Ocorrem os Sabores de Frutas Cítrica no Vinho Branco?

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    Não sei por aí, mas sempre que pensamos em vinho, por mais que ele seja mais que bem-vindo em qualquer situação ou época do ano, o relacionamos como um parceiro perfeito para um clima mais ameno, dias mais frios. Mas é claro que isso não é regra.

    Por outro lado, os vinhos brancos são vistos mais como uma bebida de verão, principalmente porque são mais leves e devem ser servidos gelados. Um grande exemplo de rótulo são aqueles cítricos, você já ouviu falar?

    O que é o vinho branco cítrico?

    Quando se fala em vinho branco cítrico podemos citar dois exemplares: aqueles que, como o próprio nome dá a entender, são feitos com frutas cítricas ou com uvas brancas com notas cítricas no paladar.

    No caso da primeira opção, sua confecção geralmente leva frutas como:

    • Toranja;
    • Laranja;
    • Tangerina;
    • Limão;
    • Lima.

    Já o segundo é feito com uvas mas com boas notas de acidez, com tom floral, como limão em um Alberinõ, ou a toranja em um Sauvignon Blanc ou um Gewürztraminer.

    Aliás, uma curiosidade sobre essa bebida é que acredita-se que ele seja o vinho dos Deuses, pois em algumas pinturas existentes de minotauros onde estes estão celebrando a noite com Dionísio, Deus grego do vinho, eles estão cercados por árvores cítricas.

    Obviamente que por conta disso crê-se que o primeiro povo a provar esse tipo de vinho foram os gregos, mas atualmente esse rótulo está mais relacionado a França e a Califórnia.

    Por que encontramos notas cítricas no vinho branco e não no vinho tinto?

    Por uma questão de sabor e até parar tornar a bebida mais fácil de vender. Quando pensamos em vinho tinto imaginamos algo mais doce, com uma boa acidez e um sabor bem presente da uva. No branco, já é mais aceitável que ele seja fresco, ácido, tenha notas minerais e florais.

    Mas o sabor cítrico também tem a ver com o processo de colheita. As uvas que são usadas para fazer vinhos brancos citrus são colhidas mais cedo, ajudando na criação da acidez, inclusive, enquanto as utilizadas em vinhos tintos são colhidas mais tarde, proporcionando uma fruta mais doce.

    Qual a influência da mineralidade e acidez do solo na condição cítrica do vinho?

    Outro ponto muito importante para a criação desse sabor é o Terroir, ou seja, o solo onde as videiras foram cultivadas. Em uma terra onde o volume de mineral e rochas é grande, o resultado será uma fruta mais cítrica e ácida.

    Para os mais doces e que têm notas de tangerina e toranja, o processo muda um pouco. Consegue-se este resultado colhendo a fruta mais tarde – e tendo assim uma uva mais doce – ou plantando a fruta em uma região bem ensolarada.

    Altitude também influencia em algo?

    Sem dúvida nenhuma, se a condição do solo for esta que citei logo acima, um lugar rochoso e com uma terra cheia de minerais e o local ainda estiver em uma região alta, a probabilidade de se conseguir um vinho branco cítrico é de praticamente 100%.

    Qual a relação entre amadurecimento do vinhedo e acidez da uva?

    A relação é que quanto mais você deixar a uva amadurecer nas vinhas, mais doce e menos ácido será o vinho. Esse processo normalmente é usado para os tintos.

    Quando o inverso acontece, ou seja, quando se deixa a uva amadurecer por menos tempo, a porcentagem de acidez é maior.

    A diferença entre os dois está nos aminoácidos, no primeiro caso ele foi totalmente decomposto, e por isso o resultado é uma bebida mais doce, enquanto no segundo caso, podemos dizer que esse processo é interrompido ao meio.

    Uma versão que está bem no meio desse processo, 50/50, é o vinho branco de maçã verde.

    Quais são as variedades de sabores cítricos em uvas na fabricação de vinho branco?

    Chardonnay

    Podemos dizer que essa é “A” uva quando falamos em vinhos brancos, inclusive cítricos, tanto que ela é chamada de rainha das uvas brancas pelos especialistas. De origem francesa, é uma fruta de altíssima qualidade, tanto no sabor quanto no aroma.

    Bebidas feitas com elas costumam ser bem aromáticas, com toques de frutas cítricas ou de noz moscada e baunilha quando o rótulo passa por envelhecimento em barricas de carvalho. É comum que neste caso o vinho ganhe uma coloração dourada.

    Gewürztraminer

    A uva Gewürztraminer também é uma fruta para a fabricação de vinhos brancos com sabor cítrico. Ela é mais doce por passar mais tempo em processo de amadurecimento, o que acaba tornando-a uma bebida perfeita para acompanhar sobremesas, pois tem notas florais.

    A presença de notas de flores nessa uva é possível graças ao citronelol, uma substância que é encontrada em altas doses na Gewürztraminer. Aliás, o limão também conta com esse elemento.

    E é justamente essa combinação perfeita entre o doce e o ácido fresco da uva que torna este vinho não só um dos mais leves, mas também o seu companheiro perfeito para acompanhar um prato de queijos azuis mais fortes.

    Riesling

    Mesmo sendo a mais famosa na Alemanha, a Riesling na verdade é originária de todas as partes da Europa Central, incluindo até áreas de outros países.

    Essa uva produz um vinho mais frutado e com toques de petroláceos, que inclusive é a característica mais marcante e única dessa varietal.

    Os rótulos que levam essa uva em sua composição tem uma coloração clara. Ela também é usada nos espumantes.

    Sémillon

    Outra de origem francesa, a uva Sémillon cria vinhos jovens, de consumo rápido e elegantes. A bebida dessa fruta costuma ser leve, com aroma frutado e de coloração clara. Ela também pode ser utilizada para a fabricação de espumantes.

    Sauvignon Blanc

    Sem dúvida nenhuma que o Sauvignon Blanc é outra estrela quando falamos de uvas utilizadas em vinhos brancos.

    É uma fruta muito rica em compostos de metoxipirazina que, traduzindo para o português, é um item que não tem gosto de maduro. No vinho, isso quer dizer um líquido com bastante acidez e com notas florais de lima.

    Além disso, é essa substância a responsável por dar aquele sabor leve e fresco tão comum aos vinhos brancos. Aliás, sabia que esta é uma excelente opção se você quer beber ainda estando de ressaca? Fica a dica!

    Viognier

    A Viognier é usada para criar ótimas varietais. Por outro lado, é uma uva de cultivo bem difícil, além de ter um rendimento baixo, ela só pode ser colhida quando estiver completamente madura. Caso contrário, ela acaba não desenvolvendo seus aromas e sabores característicos.

    Chenin Blanc

    Apesar de ser originária do Vale de Loire, na França, essa uva é cultivada em várias partes do mundo, como Estados Unidos, Nova Zelândia, Israel, Austrália, Uruguai, Argentina e no próprio Brasil.

    Uma fruta versátil, ela tem o poder de apresentar diferentes características dependendo do Terroir. Por exemplo, em locais com climas quentes, ela se parece com uma Chardonnay, Torrontés ou mesmo um Viognier.

    Já em locais mais frios, ela vai mais para o lado do Pinot Grigio, Sauvignon Blanc ou Alvarinho.

    Pinot Gris

    A Pinot Gris ou grigio é muito usada nos vinhos dos Estados Unidos. Ela resulta em uma bebida mais leve com aromas cítricos, como pera e lichia. É bem refrescante e deve ser servida sempre gelada.

    Zinfandel branc

    Apesar de ser usada com mais frequência para fazer vinhos tintos, não é uma uva branca, a Zinfandel também é utilizado para produzir o chamado White Zinfandel.

    Para a produção desse rótulo, as cascas da fruta são retiradas rapidamente logo após elas serem esmagadas, isso é feito para evitar que esta fique muito em contato com o pigmento escuro da mesma. Por conta disso, o vinho fica com uma coloração rosé.

    Moscatel

    A Moscatel na verdade é uma família de uvas. Esse grupo conta com cerca de 150 variedades. Dentre elas, a mais nobre é a Muscat Blanc à Petits Grains. Ela normalmente é usada na produção de vinhos brancos doces.

    A característica mais forte da Moscatel é o aroma intenso.

    Qual é a regra de harmonização do vinho branco cítrico?

    Seja para uma bebida feita com frutas ou notas cítricas, o segredo é combiná-las com comidas que levam também alguma fruta da família citrus.

    Por exemplo, essa bebida vai muito bem com um frango cozido com laranja ou limão. O mesmo vale para saladas de frutos do mar. Claro que não é regra e você pode usar e abusar das experimentações.

    Uma boa combinação é usar esse rótulo para acompanhar pratos picantes, isso porque o vinho branco cítrico tem a capacidade de cortar essa característica. O melhor de tudo é que mesmo amenizando isso, um não ofusca o outro, pelo contrário, eles se complementam.

    O vinho branco, principalmente um Sauvignon Blanc, vai bem com o sabor mais espesso do polvo. Já um Alberinõ é o companheiro ideal para acompanhar aperitivos, como uma tábua de queijos.

    Conclusão

    Nunca tomou vinho Branco cítrico?

    Bom, agora você pode e conhece bastante sobre o assunto.

    Além das frutas que são usadas para produzir essa bebida, também indicamos a harmonização perfeita para esse rótulo.

    Então você não tem mais desculpas para experimentar.

    Referências:

    https://www.thewinewiki.com/notes-and-flavors/what-is-citrus-wine/

    https://www.winefrog.com/definition/1184/citrus

    https://conchaytoro.com/en/blog/discovering-wine-aromas-citrus-notes/

    https://www.internationalwinechallenge.com/Canopy-Articles/how-to-influence-citrus-notes-in-wine.html

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  • vinhos

    Quais são os 8 Vinhos e Espumantes Indicados para Piscina e Como Beber com Segurança?

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    No celular gire a tela para ver a tabela completa

    PosiçãoEspumante ou VinhoPreçoOnde Comprar
    1Branco Calden ChardonnayR$39,90Ver
    2Espumante Terra Serena Grand Col BriosoR$59,90Ver
    3Morandé Reserva GewürztraminerR$94,90Ver
    4Rosé Ribera Del SeguraR$74,90Ver
    5Tinto Morandé Pionero Pinot NoirR$64,90Ver
    6Caliterra Shiraz Rosé ReservaR$82,20Ver
    7Freixenet Ice RoséR$90,00Ver
    8Guaspari Sauvignon Blanc Vista do CaféR$100,00Ver

    Não sei vocês, mas nós sempre tivemos a mentalidade de relacionar que vinho é para dias frios e cervejinha para aproveitar aquela piscina. Mas é claro que nos tornando conhecedores do assunto, percebemos que esse pensamento é errôneo.

    É normal pensar assim até mesmo por todo o marketing feito em volta da cerveja, mas o vinho tem, sim, seu lugar ao sol, quase literalmente falando.

    Quais são os 8 vinhos e espumantes recomendados para beber na piscina?

    Se você está à procura de rótulos para te acompanhar num dia de praia ou piscina, veio ao lugar certo. Vamos a eles!

    1 – Branco Calden Chardonnay

    Chardonnay argentino, esse vinho branco tem um aroma bem intenso de abacaxi – fruta cítrica super combina com dias quentes -, pêssegos frescos e carambola madura.

    Se além de um par na bebida você também quer um rótulo para te acompanhar na hora do almoço, este vinho vai muito bem com frutos do mar, salada e comidas nordestinas.

    Prós:

    • Um bom custo;
    • Aroma cítrico que combina com o verão.

    Contra:

    • Talvez não agrade quem prefira vinhos tintos.

    A garrafa custa a partir de R$39,90.

    2 – Espumante Terra Serena Grand Col Brioso

    Se tem uma combinação melhor entre espumante e piscina, nós desconhecemos. Este é um rótulo italiano é super elegante.

    Ele detém um aroma bem perfumado de frutas amarelas, como pêssego e damasco. Já na boca se mostra aveludado e com sabores delineados e bem concentrados, com um leve toque de acidez.

    O Grand Col é perfeito para acompanhar o intervalo da piscina com uma tábua de queijos e até mesmo sobremesas pós almoço.

    Prós:

    • Vai bem com salgado e doce;
    • Ótimo custo.

    Contra:

    • Não tem, a não ser que você não goste de espumante.

    Você encontra essa bela garrafa a partir de R$59,90.

    3 – Morandé Reserva Gewürztraminer

    Que tal aproveitar essa ocasião para provar um vinho de uma das uvas mais “excêntricas” que existe? O Morandé é uma bebida chilena feita com uvas Gewürztraminer.

    Do tipo branco, ele tem aroma de melão, jasmin, casca de laranja, lichia, rosas brancas, amêndoas e giz. Na boca é cremoso, refrescante e elegante.

    Prós:

    • Sabores diferentes;
    • Varietal única.

    Contra:

    • Seu preço pode não ser muito atrativo.

    Ele é um pouco mais caro que as alternativas anteriores, cerca de R$94,90.

    4 – Rosé Ribera Del Segura

    Este rosé é conhecido por ser uma bebida marcante, com traços frutados e um frescor inconfundível no paladar. Aliás, marca registrada de todos os rótulos desse tipo.

    Suave e refrescante, esse espanhol tem aroma de frutas frescas e flores, além de uma cor belíssima de framboesa. É de beber com os olhos!

    Prós:

    • Rosé fresco e frutado;
    • Coloração que chama a atenção.

    Contra:

    • Ele é um pouco mais caro também.

    O rótulo sai por R$74,90.

    5 – Tinto Morandé Pionero Pinot Noir

    Para quem achou que não ia ter tinto na lista, aí vem ele. Feito com uvas Pinot Noir, é uma bebida de corpo médio, boa acidez e taninos leves, são justamente essas características que fazem dele uma boa opção à beira da piscina.

    O sabor também não deixa a desejar, frutas vermelhas com chocolate amargo, cravo e um toque final de grãos de café torrados.

    Prós:

    • Vinho tinto para os amantes dessa casta;
    • Sabor de café.

    Contra:

    • Valor um pouco alto.

    O rótulo sai por R$64,90.

    6 – Caliterra Shiraz Rosé Reserva

    É quase impossível falar sobre piscina e não citar um rosé. Chileno, esse rótulo é feito apenas com uvas do tipo Shiraz. No paladar, mostra notas de frutas vermelhas e de pêssego.

    Prós:

    • Sabor frutado;
    • Única varietal.

    Contra:

    • Seu preço pode ser um pouco alto.

    A garrafa desse chileno gira em torno de R$82,20.

    7 – Freixenet Ice Rosé

    O Freixenet, que leva uvas Pinot Noir, Chardonnay e Garnacha, tem um aroma delicioso e delicado de blueberry e framboesa.

    Ele surpreende ainda mais na hora de servir: deve ser consumido com pedras de gelo e você pode complementar com rodelas de frutas, como morango. Combinação perfeita!

    Prós:

    • Sabor frutado;
    • Fica ainda melhor com morango.

    Contra:

    • Custo um pouco alto.

    Você encontra ele a partir de R$90,00.

    8 – Guaspari Sauvignon Blanc Vista do Café

    E terminamos nossa lista com um rótulo brasileiro. Esse vinho pertence à vinícola Guaspari, que fica localizada no Espírito Santo do Pinhal, interior de São Paulo.

    É um vinho gorduroso e boa parte da sua fermentação acontece em um tanque de cimento com formato de ovo.

    Prós:

    • Rótulo nacional.

    Contra:

    • Pode causar certa estranheza por ser meio gorduroso.

    A garrafa gira em torno de R$100,00.

    Quais são os perigos de misturar álcool com a piscina?

    Agora que abordamos a parte boa de beber na beira da piscina, temos que citar também os perigos que, infelizmente, são uma realidade ao se misturar álcool e água.

    É ótimo poder tomar uma garrafa de vinho enquanto você está curtindo sua piscina ou praia, mas você deve ter o dobro de cuidado quando juntar esses dois.

    Por exemplo, vamos supor que você está consumindo álcool e ao mesmo tempo de olho nos seus filhos na água, essa combinação não é nada segura, pois a bebida pode te distrair facilmente, além de diminuir seus reflexos.

    E nem precisamos dizer que pelo fato de você não estar 100% alerta você corre o risco de entrar mais fundo na água que deveria ou mesmo calcular mal a profundidade que você está, mergulhar no raso e acabar se machucando. E todas essas atitudes podem culminar em um resultado fatal: o afogamento.

    Outro ponto que é importante ficar de olho é na temperatura do seu corpo e da água. A combinação entre água quente e vinho tinto é bem perigosa. Isso porque ambos acabam relaxando muito e te deixam sonolento.

    A probabilidade de você acabar dormindo e escorrer para dentro da água é muito alta. Coisa, aliás, que já aconteceu com muito músico, como a vocalista do Cranberries.

    O oposto também pode acontecer, ou seja, você pode ter uma hipotermia e também apagar dentro da água.

    Por mais que seja um momento prazeroso, fique de olho e não abuse da quantidade de álcool.

    Conclusão

    Ao pegar nossas dicas de rótulos e tomar cuidado para não abusar nas medidas, com certeza suas tardes na piscina serão inesquecíveis.

    Referências:

    https://www.aveine.paris/blog/en/what-wine-should-we-drink-by-the-pool/

    https://www.news-press.com/story/life/food/2017/08/07/gina-drinks-ultimate-pool-wines-best-rose/545540001/

    https://www.thekitchn.com/10-perfect-poolside-wines-232196

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  • Gastronomia

    Qual é o Modo de Preparo de Panqueca com Vinho Frisante?

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    Existem alguns pratos que são tradição dentro de casa, como é o caso da panqueca. Ela provavelmente deve te trazer uma lembrança boa de algum momento da sua vida, certo?

    Mas muito além de reviver boas memórias de um passado já um pouco distante, sem dúvida nenhuma que a panqueca é a queridinha na cozinha pois ela é aquele tipo de comida que quem prepara as refeições, ama: é gostosa e rápida!

    A receita é simples e leva poucos ingredientes, como leite, ovo, farinha de trigo e sal. Aí é só colocar em uma frigideira redonda, fritar e praticamente está pronta!

    Outro ponto positivo desse prato é que você pode fazer o recheio que quiser. Tem os clássicos com frango ou carne, mas também tem as versões com chocolate, uva passa, salada de fruta, mel e frutas desidratadas. E, é claro, que a possibilidade de você não seguir nenhuma receita e fazer o recheio que quiser é igualmente válida.

    Definitivamente é um prato bem versátil e vamos saber mais da sua história, receitas e dicas a seguir.

    Qual é a origem da panqueca?

    Segundo alguns estudos arqueológicos, esse prato já estava presente no cotidiano dos moradores da pré-história. Neste período, os primeiros habitantes da terra faziam uma mistura com ovos, leite e cereais moídos, e fritavam esses ingredientes na superfície de uma pedra.

    Apesar de ter uma receita padrão, é óbvio que existem outras versões em cada país. Por exemplo, em alguns lugares é comum substituir o leite por água. Já em três regiões da França, Alsácia, Bretanha e Nord-Pas de Calais, eles preferem usar cerveja.

    E não para por aí, é muito comum a troca da farinha de trigo pela de mourisco, especificamente em Auvérnia e Limousin. No México utiliza-se milho; na China, farinha de arroz.

    O mesmo acontece na Índia, que usa Dosa. A Provença prefere o Cade e em Niece, se adicionar a Socca. Além dos ingredientes, obviamente que as medidas e as proporções de cada item torna cada uma dessas panquecas únicas.

    Depois de escolher o recheio, vem a parte final, que é dobrar a massa, e até nisso cada local faz de uma forma. O modo tradicional é enrolar a panqueca, dando um formato de rolo para ela. Mas em outros locais ela pode ser dobrada em quatro, ficando com uma aparência de um lenço.

    Os chefs da cozinha moderna gostam de ir além e fazem com a massa bolsas ou cestinhas elegantes.

    E dentro dessas diferentes formas de preparo, proporção, ingredientes e recheios, você sabia que existe uma panqueca feita com espumante?

    Por que fazer o preparo de panqueca com vinho frisante?

    Pois é, nesta receita, o espumante vai muito além de ser um companheiro na taça, ele também está presente na receita. E pode parecer estranho, mas a experiência será única.

    O resultado de implementar a bebida na receita é uma panqueca com um toque cítrico e picante do espumante, com um sabor doce de açúcar e frutas vermelhas cítricas também da bebida.

    Além do mais, é uma forma de você variar e sair um pouco do tradicional. Afinal de contas, quem não gosta de provar algo novo?!

    Qual é a receita?

    A receita é basicamente a que conhecemos, confira logo abaixo.

    Quais são os ingredientes da massa?

    Para a massa você vai precisar de:

    • Um ovo;
    • 175 gramas de farinha de trigo;
    • 250 mililitros de leite;
    • 150 mililitros de espumante da sua escolha.

    Quais são os ingredientes do recheio?

    Já para o recheio, você vai precisar apenas de:

    • Açúcar a gosto;
    • Um limão.

    Como é o modo de preparo?

    O preparo é basicamente o mesmo da versão tradicional. Primeiro você vai adicionar em um recipiente a farinha, leite e o ovo, aí é só bater tudo até que esses ingredientes virem uma massa bem homogênea.

    Algumas pessoas preferem fazer essa parte no liquidificador, que é mais prático. Mas fica ao seu critério.

    Logo em seguida, acrescente a medida do espumante que você escolheu. Essa receita que estamos passando foi feita com um Zlata Radgonska Penina Selection Brut 2016, da Radgonske Gorice, uma produtora de espumantes na Eslovênia. Mas você pode escolher um rótulo da sua preferência.

    Agora é só misturar até que o espumante se integre na massa. O próximo passo é aquecer uma frigideira com um pouco de óleo ou azeite, até que fique bem quente.

    É importante adicionar esse item pois assim você impede que a massa grude na frigideira. Não esqueça de adicionar mais óleo ou azeite sempre que você achar necessário.

    Em seguida, com o auxílio de uma concha, despeje o líquido e incline a frigideira para que a massa espalhe por toda a superfície da panela. Não precisa ser muito, pois a massa tem que ser fina.

    Deixe cozinhar por cerca de um minuto, aí é só virar e deixar o outro lado cozinhar também por um minuto. Fique de olho para não deixar o fogo muito alto e queimar a panqueca.

    Aí é só fazer quantas quiser. Terminado o processo, sirva com o açúcar e o limão, este é o recheio.

    Como o espumante Radgonska está sendo usado nessa receita, você provavelmente vai sentir um gosto de coalhada de limão e frutas verdes, proveniente da bebida, além do doce do açúcar e o cítrico do limão, tornando-se uma combinação bem saborosa e refrescante.

    Conclusão

    Como dito, uma das vantagens da panqueca, além de ser uma comida rápida e super saborosa, é que você pode ousar no recheio.

    Que tal fazer algumas opções com legumes cortados, camarão, carnes refogadas ou cozidas, queijos e espinafres? Particularmente, apreciamos muito de uma feita com queijo, presunto e bacon.

    Aí é só colocar a criatividade em prática e adicionar seus ingredientes preferidos.

    Ah, e claro, não deixe o espumante para usar apenas na receita da panqueca, ele é uma ótima opção para harmonizar com este prato também. Aliás, outro ponto positivo desse prato: ele combina com todos os tipos de vinho.

    Além do espumante, você pode optar por um tinto ou um rosé se o recheio da massa for com carne e molho vermelho. Para queijo ou frango, o vinho branco é melhor.

    Agora é só fazer e se deliciar com essa receita!

    Referência:

    https://glassofbubbly.com/making-pancakes-with-sparkling-wine/

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  • Curiosidades

    Vamos Aprender Todas as Características da Grappa Italiana?

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    PosiçãoGrappa ItalianaPreçoOnde Comprar
    1Aguardente MioloR$90,00Ver
    2Tradicional ChesiniR$77,00Ver
    3Storia MerlotR$95,00Ver
    4Fuoriclasse BarriqueR$156,15Ver
    5Imperiale Di MalvasiaR$110,58Ver
    6Stradivarius Moscato ItalcoralR$278,00Ver

    Existe uma característica da gastronomia que muitas vezes passa despercebido já que é algo comum: a versatilidade dos alimentos. Por exemplo, a uva, com ela você pode fazer inúmeros pratos e bebidas. A começar pelo vinho, que pode ser tinto, branco, rose, do porto, verde, espumante, e por aí vai.

    E não podemos nos esquecer, é claro, da grappa italiana. Você já ouviu falar sobre essa bebida?

    O líquido, como o próprio nome já diz, é um alcoólico feito basicamente com os restos da uva que não são usados na vinificação, ou seja, as sementes, bagaço e os talos da fruta.

    A grappa é um licor que existe desde a Idade Média, apesar da sua história ter origem mais antiga.

    Qual é a sua origem?

    Chamada de elixir da Itália, a grappa teve sua origem durante a idade Média – apesar da técnica de destilação já ser mencionada ainda na Mesopotâmia, 800 anos antes de Cristo – época em que a destilação tornou-se comum no país.

    Era uma bebida comumente consumida pela população mais pobre do país.

    Qual é a história da Grappa Italiana?

    Um fato interessante é que naquela época, a bebida criada por meio desse processo não era um líquido para fins prazerosos. Na verdade, os destilados de vinhos eram medicamentos, que ajudavam os pacientes com a digestão e até mesmo para estimular a socialização.

    A primeira pessoa a escrever sobre a destilação da Grappa foi a doutora Michele Savonarola. Ela escreveu um tipo de manual chamado: Sobre a Arte de fazer aquavita (De Arte Confectionis Aqua Vitae) – Aquavite ou vitae é o nome latino da bebida.

    Nele, Michele descreve os três tipos diferentes de líquido consumidos na Itália do Século XV: o aquavita simples, o comum e a quintessência.

    E mesmo já sendo apreciado por alguns como uma bebida, demorou alguns séculos até que a grappa perdesse esse status ambíguo de medicamento e alcoólico.

    O ponto de virada para isso ocorre somente no século 17, quando surge a primeira Corporazione Degli Acquavitieri, em Veneza.

    A criação de uma associação para regulamentar a produção da bebida se deu justamente pelo fato do consumo da Grappa ter se tornado recorrente como um alcoólico, principalmente no lado nordeste da Itália, onde até hoje é a região que mais produz o líquido.

    Já no século XIX, a bebida ganhou o nome que conhecemos hoje: grappa. Até então ela era chamada de aquavita. A palavra grappa é derivada de grappolo ou grapa, que significa cachos de uvas.

    E sabia que apenas a grappa produzida na Itália pode ser chamada assim?

    As que são fabricadas em outros lugares recebem o nome de destilado do vinaccia ou acquavite di vinaccia.

    Como ela é feita?

    Como dito, a grappa é feita com os restos da uva que não são usados no vinho, como as cascas, sementes e talos. Esses itens são colocados a uma baixa temperatura, onde se mistura o álcool com os pedaços da fruta. Em seguida, ocorre a evaporação, resultando em uma bebida destilada e potente.

    E ponha potente nisso, após esse processo, a bebida fica com um teor alcoólico que pode chegar até 54%. É por este motivo, inclusive, que as taças para esse líquido são pequenas, justamente para você consumir pequenas doses.

    Após a evaporação, a aguardente é armazenada na garrafa ou em barris de carvalho, onde vai passar seis meses. Quanto ao sabor da bebida, pela própria produção dá para perceber que não é um item tão saboroso quanto um vinho, por exemplo, mas isso vai depender muito do tipo de uva usada e do método de fabricação utilizado pelo produtor.

    De forma geral, é um alcoólico seco e potente. Mas dependendo da produção, que hoje conta com técnicas mais modernas, os produtores conseguem facilmente produzir uma grappa mais delicada. Em alguns casos, os comerciantes chegam a adicionar um tipo de xarope ou mesmo ervas com o intuito de deixar a aguardente mais doce.

    Qual o seu teor alcoólico?

    Altíssimo! Para quem está acostumado com o teor alcoólico do vinho, que na grande maioria dos rótulos fica entre 10% a 15%, você pode se assustar com a grappa.

    Essa aguardente pode chegar a incríveis 54% de teor alcoólico. Por isso, cuidado na hora de consumir a bebida.

    Quais são os diferentes tipos da Grappa?

    Ao todo, existem cerca de nove tipos diferentes de grappa. O jovem, affinata – maturada em madeiras -, Giovane aromática, affinata em Legno, Riserva ou Stravecchia, Vecchia ou Invecchiata, Invecchiata aromática, Di vitigno e Aromatizzata.

    Quais são as suas classificações por regiões da Itália?

    A grappa é classificada de acordo com a variedade e estilo da uva, assim como pela região onde ela foi produzida. Normalmente também é colocado no rótulo se foi envelhecido e o sabor da bebida.

    As regiões mais conhecidas são:

    • Grappa de Barolo;
    • Piedmont;
    • Friuli;
    • Trentino;
    • Veneto;
    • Alto Adige;
    • Marsala;
    • Sicília.

    Qualquer garrafa que seja de uma dessas regiões deve ser feita com uvas locais e precisa ter pelo menos 40% de teor alcoólico.

    Já aquelas que não são dessas áreas, devem contar com pelo menos 37,5% de álcool. Além disso, quando a grappa é feita com o resto da produção de algum vinho, ela pode levar o nome deste, como Chianti, Amarone, DOC.

    Quais são os estilos da bebida?

    Grappa Giovane Aromática

    É uma grappa com aromas advindos de videiras aromáticas ou semi aromáticas, como Sauvignon, Moscato, Müller Thurgau, Traminer, entre outras.

    Grappa Giovane

    Uma bebida apenas com aromas das vinhas e da fermentação da uva, melhor dizendo, dos restos da fruta.

    Grappa Affinata em Legno – envelhecida em madeira aromática

    Feita com vinhas aromáticas ou semi aromáticas e envelhecida em madeira.

    Grappa Affinata em Legno – envelhecida em madeira

    Aqui, a grappa é envelhecida em madeira, mas por um curto período. Esse processo só é feito para que o rótulo seja designado como envelhecido de acordo com as leis da associação da bebida.

    Grappa Vecchia ou Invecchiata

    Esse tipo de grappa passa por um envelhecimento de no mínimo um ano.

    Grappa Invecchiata aromatica

    O mesmo do anterior, mas a bebida advém de uvas aromáticas ou semi aromáticas.

    Grappa Riserva ou Stravecchia

    Essa grappa passa por um período de maturação por cerca de um ano e seis meses.

    Grappa de vitigno

    Apesar de não ser comum, alguns produtores fabricam grappas com uma única uva, normalmente a Moscato. Para que leve esse nome, o rótulo deve ter pelo menos 85% da casta escolhida.

    Grappa Aromatizzata

    Como o próprio nome dá a entender, a bebida é aromatizada com aromas de vegetais, como amora ou arruda.

    Quais são as 6 marcas mais recomendadas da Grappa Italiana?

    1 – Aguardente Miolo

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    Grappa de origem nacional, esse rótulo é feito com o bagaço de uvas tintas fermentadas. Apesar disso, a cor da bebida é branca, quase cristalina.

    Apresenta um aroma elegante, aromático e delicado que lembra amêndoas, flores brancas, rosas, avelã, frutas secas e damasco.

    No paladar é seco, com um bom equilíbrio de álcool, macio e com retrogosto de flores e frutas.

    Prós:

    • Produto nacional;
    • Gosto de flores e frutas.

    Contra:

    • Garrafa de 500ml.

    Essa grappa da Miolo custa em torno de R$90,00.

    2 – Tradicional Chesini

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    A grappa da Chesini é um dos rótulos que passa pelo envelhecimento em barris de madeira. Seu aroma é elegante e no paladar é marcante.

    A semente e a casca da uva, após a fermentação, é posta em um pequeno alambique de cobre, onde todo o processo é feito de forma artesanal.

    Prós:

    • É envelhecida;
    • Bom custo.

    Contra:

    • Garrafa relativamente pequena, 700ml.

    A garrafa custa cerca de R$77,00.

    3 – Storia Merlot

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    Por utilizar as uvas usadas na confecção do vinho Storia, a grappa leva o mesmo nome. Este também é destilado em alambique de cobre e passa por um envelhecimento de cinco anos em barris de carvalho do tipo francês.

    Prós:

    • Envelhecido;
    • Feito com uma única varietal.

    Contra:

    • Valor um pouco mais alto.

    O rótulo da Famiglia Valduga gira em torno de R$95,00.

    4 – Fuoriclasse Barrique

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    A grappa italiana da Fouriclasse Barrique é produzida com uma mistura de várias aguardentes destiladas separadas, levando Merlot, Pinot Noir e Cabernet.

    A bebida passa cerca de três anos em barricas, o que resulta em uma grappa de sabor suave e harmonioso e de cor âmbar.

    Prós:

    • Produto italiano;
    • Envelhecida.

    Contra:

    • Custo um pouco alto.

    Para quem quiser degustar essa bebida, vai ter que desembolsar cerca de R$156,15.

    5 – Imperiale Di Malvasia

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    Mais uma grappa feita apenas com uma uva, a Malvasia. O rótulo é criado por meio da destilação das cascas dessa fruta, o que dá à bebida um corpo estruturado e um aroma bem suave.

    Prós:

    • Produto de uma única varietal;
    • Italiano.

    Contra:

    • Garrafa pequena – 700ml.

    O rótulo custa em torno de R$110,58.

    6 – Stradivarius Moscato Italcoral

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    Também com uma varietal, essa grappa tem um bouquet elegante e fino. Seu sabor é de Moscato, frutas frescas com caroço, flores brancas e um toque final de pimenta branca.

    Por ter um sabor mais adocicado, está entre os rótulos mais consumidos. Uma garrafa – aliás, que bela garrafa – custa cerca de R$278,00.

    Prós:

    • É mais doce;
    • Garrafa com design incrível.

    Contra:

    • Custo um pouco alto.

    Como armazenar?

    Como o álcool da grappa ataca as rolhas de cortiça, as garrafas devem ser armazenadas de pé, ou seja, na vertical. Além disso, é importante manter o rótulo longe do calor e da luz do sol.

    Como é melhor para servir?

    Assim como alguns vinhos, é de costume que ela seja servida em temperatura ambiente.

    Além disso, a bebida é consumida em pequenos copos, preferencialmente após as refeições. Como citamos lá no começo do texto, o alcoólico era um remédio que ajudava na digestão, por isso é aconselhável consumi-lo depois do almoço ou do jantar.

    Outro ponto importante é que a aguardente não é uma bebida de um gole só, mesmo porque se você fizer isso com um líquido que pode chegar em 54% de teor alcoólico, provavelmente você vai ficar bêbado instantaneamente. É um item que deve ser apreciado aos poucos e vagarosamente.

    Uma dica: se você não é muito fã do gosto forte do item, basta servi-lo gelado, entre 10 e 18 graus. Não esqueça de servir em um copo pequeno e esperar 15 minutos antes de ingerir, esse tempo deixa ela mais saborosa.

    Além de puro, você também pode pedir um expresso que leva a grappa em sua produção, ele é chamado de caffè corretto.

    Você também tem algumas opções de drinks, como Grappa Tonic e versões com esse líquido que imitam a caipirinha, Cuba Libre e Mojito.

    Como fazemos para harmonizar?

    A grappa é mais indicada para ser consumida após a refeição, mas isso não quer dizer que ela não harmoniza bem com as comidas.

    Neste caso, a bebida é um ótimo acompanhante com frutas, como pera, maçã, abacaxi, pêssego e frutas vermelhas. Vai bem também com sobremesas à base de amêndoas ou uma simples crostata. Isso para as grappas mais “jovens”.

    Para os rótulos mais aromáticos, aposte em queijos com ervas, bavaroise de frutas ou massa napolitana.

    Já àqueles que foram envelhecidos – de 9 a 20 anos -, harmonizam muito bem sobremesas a base de avelã, chocolate ou amaretto.

    Conclusão

    E você, já conhece ou já provou a grappa?

    Caso não, não deixe de tomar uma pequena dose após aquele pratão de feijoada. Além de te ajudar a ter uma digestão mais fácil, a combinação é perfeita!

    Referências:

    https://www.grappamarolo.it/en/stories/what-is-the-bet-way-to-drink-grappa/

    https://lifeinitaly.com/history-of-grappa/

    https://www.grappamarolo.it/en/stories/pairing-grappa-and-chocolate/

    https://www.wikihow.com/Drink-Grappa

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  • Curiosidades

    Você sabe a Diferença entre as Taças Afiladas e Bojudas na hora de Tomar seu Espumante?

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    Na hora de degustar um vinho ou um espumante, todos os detalhes precisam ser pensados. Não é apenas a qualidade do rótulo ou o tipo de uva que você escolheu que importa, como você vai servir e, principalmente, onde você vai servir, também deve ser levado em consideração.

    Estou falando, precisamente, das taças. Apesar de parecer bobagem para alguns, esse item é essencial para que você alcance o nível total de qualidade de um bom espumante.

    No caso deste, a mais indicada é a afilada que é aquela mais fininha, estreita. Mas parece que este conceito está mudando.

    Para que serve uma taça afilada?

    A taça afilada ou flûte tem esse formato para que possamos apreciar melhor qualidades e características dos espumantes: seu perlage, popularmente conhecido como bolhas.

    Essa forma mais fina também permite que a efervescência e o aroma na bebida sejam direcionados para o nariz, ao mesmo tempo que controla o fluxo que ocorre na parte de cima da língua. Além disso, a taça ajuda a manter o equilíbrio entre profundidade e a limpeza da paladar oferecida pela bebida por meio da acidez.

    Melhor ainda se esta tiver um pequeno bojo, pois se for reta demais, todo o potencial do aroma não chega ao olfato.

    E essas taças bojudas, para que são mais recomendadas?

    Já as taças com bojos são usadas para degustação de vinhos tintos e brancos. Para quem não sabe, o bojo é o local onde a bebida é servida, a parte mais “gordinha” da taça.

    Esse formato permite que os aromas da bebida fiquem apenas no copo, impedindo que eles se dispersem. Já o tamanho do aro contribui para que você primeiro prove a bebida com a ponta da língua e depois com o resto da boca, pois assim você sente o sabor frutado do vinho antes dos taninos.

    Para tomar champagne e espumantes qual é a melhor?

    A flûte, como dito, tem um formato que, além de conservar as bolhas e levar todo o aroma da bebida direto pro nariz, também auxilia a manter a temperatura da bebida, já que o espumante e champanhe devem ser servidos gelados, algo em torno de 7 a 10 graus.

    Por outro lado, o mercado parece estar adotado novas regras e eventos de degustações já trocaram a famosa taça afilada pela bojuda. Isso mesmo, servindo espumante em taça de vinho.

    Contudo, essa mudança não é aleatória. Segundo especialistas, esse bojo maior permite que o gás da bebida se expanda de forma mais eficiente antes de chegar ao nariz, enquanto o oposto acontece na flûte, que faz isso de maneira mais acelerada. Ou seja, numa taça de bojo você teria mais tempo para apreciar os odores da bebida.

    Parece estranho, mas isso não interfere na qualidade da bebida. E com relação as bolhas, que podem se dissipar mais rápido por conta do aro mais largo, o máximo de “ruim” que pode acontecer é você acabar com um espumante sem bolhas (ou um vinho branco sem graça) na taça, no final da noite.

    Bom, seja como for, é super válido você tentar experimentar em ambas as opções e tirar suas próprias conclusões. Ruim não vai ser, porque o mais importante você estará fazendo, independente da taça: degustando um bom vinho e definindo o seu paladar para o que melhor lhe agrada.

    Referências:

    https://www.webstaurantstore.com/guide/580/types-of-wine-glasses.html

    https://www.mcbridesisters.com/learnaboutwine/2019/8/15/why-the-shape-of-a-glass-shapes-the-taste-of-your-wine

    https://www.extreme-design.co.uk/journal/physics-of-wine-tasting-how-your-glass-shapes-flavour/

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  • Curiosidades

    Quanto Tempo o Vinho Resiste Depois de Aberto?

    Você com certeza já se deparou com aquela situação de ter aberto uma garrafa de vinho, mas não conseguiu bebe-la até o fim, certo? Isso é muito comum, mas não quer dizer que seja o fim do mundo, ou, para ser mais precioso, o fim da vida da sua bebida.

    Então quer dizer que dá para guardar o vinho depois de aberto? Sim, e nós vamos falar até quanto tempo ele resiste após a sua abertura.

    A primeira coisa que você tem que ter em mente é que a partir do momento que você tira a rolha da garrafa, o vinho já começa a se deteriorar, isso porque a bebida entra em contato com o ar (oxigênio), e quando isso acontece, o rótulo progride para um estágio rápido de evolução. Quando fechado, esse processo é retardado.

    É por isso que muitos rótulos podem durar anos quando são bem armazenados em adegas.

    Quanto tempo dura um vinho tinto ou branco aberto na geladeira?

    Depois de quanto tempo aberto, o vinho pode permanecer na geladeira? Três dias, esse é o tempo recomendado pelos especialistas para você terminar aquela garrafa do dia anterior.

    Porém, é preciso levar em consideração o tipo da uva, se é tinta ou branca, entre outros fatores, pois isso interfere diretamente no intervalo recomendado.

    O branco, por exemplo, é o que menos dura após aberto. Você deve consumi-lo em, no máximo, um dia. Ou seja, no dia seguinte.

    Já o tinto de corpo médio (Pinot Noir, Zinfadel e Cabernet Franc), dura dois dias na geladeira, enquanto o encorpado (Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec) chega até três.

    É importante seguir essa regra pois após esses dias, o vinho pode oxidar, e quando isso ocorre, ele acaba perdendo suas características originais. Isso quer dizer que você pode perceber um gosto ou um cheiro diferente nele, conforme os dias que ele passa guardado na geladeira.

    E, infelizmente, nada impede que ele perca esses traços, mesmo dentro desse período. Alguns chegam a se deteriorar logo após a sua abertura. Então, quanto mais rápido você beber, melhor.

    Mas isso tudo depende também da qualidade da bebida alcoólica que você comprou e como ele ficou armazenado (protegido da luz e da mudança de temperatura) antes de você abrir o rótulo.

    Destampado dura quanto tempo?

    Ele pode até durar algum tempo destampado na geladeira, o real problema aqui é que sem a sua tampa, ele vai acabar absorvendo o cheiro de outros alimentos que estão dentro deste local. E tenho certeza que você não vai querer tomar um vinho com gosto de alho ou cebola, certo?

    Sendo assim, se for guardar a bebida, não esqueça de colocar a sua tampa original de volta no bico da garrafa.

    Quanto tempo dura a fermentação alcoólica do vinho tinto?

    A fermentação alcoólica é importantíssima para o vinho tinto, aliás, para todas as bebidas desse tipo. É durante essa fase que o açúcar presente na uva se torna álcool.

    A transformação é realizada por microrganismos como as leveduras, que estão presentes na natureza.

    Mas, respondendo a pergunta, a fermentação dura cinco dias e no caso dos vinhos tintos ela ocorre antes da prensagem da fruta.

    Quanto tempo dura garrafão de vinho após aberto?

    O mesmo que os vinhos tintos, três dias na geladeira, fechado corretamente, claro.

    Quais as principais dicas para manter as qualidades do vinho?

    Agora que você já sabe quanto tempo seu vinho pode durar na geladeira depois de aberto, vamos as dicas que vão fazê-lo resistir melhor após sua abertura.

    1 – Lugar de vinho aberto é na geladeira

    O melhor lugar para guardar a garrafa que você já abriu é na geladeira. Neste local você o manterá longe de fatores que prejudicam a qualidade do vinho, como é o caso do calor e da própria luz.

    2 – Nada de colocar na porta da geladeira

    Por mais que esse eletrodoméstico seja a melhor opção para você conservar sua bebida por mais tempo, não deixe a garrafa na porta da geladeira. Isso porque a cada vez que você vai abrir, a garrafa vibra e a bebida também, e isso não ajuda em nada na conservação do vinho.

    3 – Prefira garrafas pequenas para o armazenamento

    Se você tiver as chamadas garrafas babys, aquelas menores, prefira passar a bebida para estas, isso porque quanto menor for o recipiente, menos espaço terá para o ar.

    4 – Garrafas na vertical sempre

    Outra dica para conservar a bebida por mais tempo e com todas as suas características é ficar de olho na posição que você guarda a sua garrafa. Não deixe o recipiente na horizontal.

    O ideal é que você guarde na geladeira na vertical, isso vai permitir que o vinho tenha uma menor superfície para ficar em contato com o oxigênio que já está na parte interna do recipiente.

    5 – Produtos para essa finalidade

    Existem alguns produtos no mercado que ajudam você a conservar o vinho na geladeira. Um deles usa um elemento chamado de Argônio.

    Este, além de não ter nenhum aroma, é mais pesado que o próprio oxigênio e, por conta disso, cria uma capa de proteção entre o líquido da garrafa e o ar.

    Por fazer isso, você pode até não precisar da rolha para fechar o recipiente.

    6 – Encaixe a rolha corretamente

    É importante também na conservação da bebida encaixar a rolha de forma correta. Na hora de tampar, coloque sempre do lado que já estava submerso na bebida, ou seja, a parte molhada/manchada de vinho.

    Por já ter tido contato com o líquido, este lado fica mais compacto, o que é ótimo, já que o lado limpo provavelmente está poroso, o que acaba ajudando na entrada de ar na garrafa.

    7 – Esquente o vinho com água morna

    Antes de consumir o vinho que está na geladeira, pegue a garrafa e aqueça em água morna. Mas é importante que o líquido não esteja muito quente, caso contrário você vai estragar a bebida.

    8 – Feche a garrafa logo após servir uma taça

    Toda vez que você for servir uma taça para você, pegue a quantidade que deseja e vede a garrafa novamente, com o seu lacre original.

    Mesmo que você pretenda consumir metade dele, é importante manter o recipiente fechado, assim ele não ficará em contato com o ar externo por muito tempo.

    Conclusão

    Pronto, seus problemas de garrafas de vinho abertas e não consumidas no mesmo dia acabaram. Siga as dicas e você terá um vinho ainda com qualidade para beber no dia seguinte.

    Referências:

    https://www.bonappetit.com/story/how-long-does-wine-last-after-opened

    https://winefolly.com/tips/how-long-does-an-open-bottle-of-wine-last/

    https://www.vinography.com/2020/12/how-long-does-a-bottle-of-wine-last-after-it-is-opened

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    Curiosidades

    Quais são as 17 Perguntas Mais Frequentes para Quem está Conhecendo o Mundo dos Vinhos?

    O vinho, é uma bebida muito conhecida e consumida entre muitas populações de todo planeta, desde a antiguidade até hoje. Desse modo, com o crescimento do consumo do vinho entre diversos povos.

    O crescimento da produção aumentou e consequentemente, surgiram diversas marcas, sabores e técnicas em sua criação.

    E assim, muitas pessoas apaixonadas por vinho e curiosas, que gostam de conhecer novos sabores, decidem conhecer o mundo dos vinhos. O que facilita para o surgimento de diversas dúvidas.

    1- É correto segurar o copo de vinho na parte mais larga do bojo da taça?

    É uma dúvida muito constante, não só para quem está conhecendo o mundo dos vinhos, mas para diversas pessoas que estão em busca de aprender mais sobre etiqueta.

    Não existe uma regra a ser seguida. Mas, o mais indicado é segurar na haste da taça. Ou seja, a haste é a parte da taça que fica entre o bojo e a base da taça.

    Dessa forma, você evita sujar o bojo, o que pode causar alteração no gosto da sua bebida, principalmente quando estiver harmonizando com algum prato ou petisco.

    2- Para que serve girar o vinho continuamente na taça?

    Muitas pessoas acham chique este movimento, e pode até parecer algo pomposo, mas, na verdade, os movimentos giratórios servem para que a bebida seja oxigenada.

    A bebida oxigenada ajuda e facilita para que o seu aroma sobresaia, aumentando a sua intensidade deixando mais fácil de ser sentido pelo apreciador da bebida.

    3 – Porque não se deve encher a taça de vinho até a borda?

    Quando enchemos uma taça de vinho até quase a borda, as outras pessoas podem sentir que você é mal educado.

    Sendo assim, além de ser algo um tanto quanto rude, ao encher a taça de vinho ao máximo, pode dificultar para que você faça os movimentos giratórios com a bebida e com isso derramando e desperdiçando a mesma.

    4 – Qual o jeito certo de armazenar o vinho, de qualquer maneira?

    Diversas bebidas e alimentos devem ser conservados de forma adequada, conforme o produto necessita.

    Um mau armazenamento pode mudar a textura, gosto e até mesmo qualidade do produto e com o vinho não é diferente.

    O vinho é um produto que deve ser armazenado de forma correta para que a sua qualidade continue sendo a mesma de quando engarrafada.

    O ideal é que o vinho fique em um lugar fresco, sem sofrer movimentações ou trepidações, se possível longe ao máximo da luz (tanto solar quanto artificial) e seja mantido ainda dentro de uma temperatura amena, algo entre 12°C a 24°C.

    5 – É correto não decantar o vinho?

    Sim, este processo deve ocorrer antes do consumo, mas, tudo depende da quantidade de anos da bebida.

    Como por exemplo, para vinhos com 15 anos ou até mesmo mais, é importante que o mesmo seja decantado 30 minutos antes do consumo.

    Enquanto, nos vinhos mais jovens, devem ser decantados uma hora ou mais antes de consumir o produto.

    6- Acrescentar cubos de gelo na taça de vinho, é errado?

    Não existe uma regra a ser seguida, mas, ao adicionar cubos de gelo na taça, quando o mesmo começa derreter, a água se mistura ao vinho.

    Quando a água é misturada no vinho, o mesmo modifica o seu aroma, gosto e consequentemente a sua qualidade. Tenha isso em mente antes de fazer isso.

    7 – É possível ter apenas um tipo de taça para toda espécie de vinho, espumante e champagne?

    É possível sim, mas o mais indicado é que cada bebida tenha uma taça própria. Por isso que vimos diversos estilos de taças. As bebidas funcionam como roupas, dependendo da roupa pode valorizar nosso corpo enquanto outras não.

    Sendo assim, as taças podem fazer a mesma coisa com vinhos, espumantes e champagnes. Algumas taças, valorizam a textura, aroma e muito mais enquanto outras desvalorizam.

    Desse modo, é possível ter apenas um tipo de taça, mas isso irá desvalorizar suas bebidas, independente da qualidade que elas são. Então, é importante que tenha um estilo de taça para cada bebida.

    8- Agitar a garrafa de champagne vigorosamente, é preciso para soltar as bolhas?

    Não, a garrafa de champagne não precisa ser agitada no momento de abrir. Isso pode até parecer divertido, mas você vai perder uma boa parte da bebida.

    Vemos algumas pessoas fazendo isso em comemorações, para mostrar sucesso em alguma vitória ou conquista mas isso é muito deselegante em eventos festivos e finos.

    9 – É correto servir o vinho branco imediatamente após ser retirado da refrigeração?

    É importante fazer todo um planejamento e ter um cuidado com o vinho antes de servir aos seus convidados. Todos os vinhos possuem uma temperatura correta para ser servido, independente se é branco, tinto ou rosé e isso deve ser levado em conta.

    Se ele está dentro da temperatura especificada para aquele tipo de bebida você pode abrir sem medo e se possível deixar o vinho respirar por instantes para que o oxigênio faça seu trabalho e amplie as qualidades do vinho.

    Então, além de tirar a refrigeração, é importante abrir a garrafa de vinho também, antes da chegada dos seus convidados.

    Assim, no momento de servir, o seu vinho estará com a temperatura adequada e com um ótimo aroma para ser servido.

    10- Deve-se tomar toda a garrafa de vinho de uma vez?

    Vinho não é uma bebida de dose e também foi feito para ser apreciado!

    Fazer isso, além de demonstrar falta de educação, mostra que você é um tanto quanto egoísta e pode afetar sua reputação de forma negativa.

    Saber tomar de forma moderada e apreciativa é algo importante e fazendo isso ganha-se alguns pontos com todos a sua volta.

    11 – Para manter a temperatura do vinho na taça, o local correto de segurá-lo na mão é pela haste ou pelo bojo?

    A forma mais correta para segurar a taça de vinho é pela sua haste. Pois, quando seguramos a taça pelo seu bojo, além de ajudar a esquentar a bebida, pode prejudicar outros fatores em relação ao aroma, gosto e qualidade da bebida.

    12 – Com qual tipo de vinho devemos harmonizar as sobremesas?

    O tipo de vinho coringa nessa situação, é o vinho branco e também o espumante. Sendo mais ácido e limpando as papilas gustativas, aflorando o gosto tanto dele quanto da sobremesa.

    13 – É correto tomar o vinho tinto imediatamente após ser aberta a garrafa?

    É importante deixar aberto por poucos minutos antes do consumo, assim a aromatização se torna melhor e a oxidação realça toda a bebida.

    14 – Vinho branco com carne vermelha, é muito errado essa harmonização?

    Por incrível que pareça, não, é uma combinação pouco indicada no processo de harmonização, mas, combina com algumas situações. Caso a carne vermelha esteja desfiada e acompanhada de legumes fica ótimo. Além disso, é importante ressaltar que o vinho deve ser de corpo médio.

    15 – Harmonizar peixe com vinho tinto, funciona? Não fica pesado pelos taninos?

    Não funciona bem e não é muito indicado. A maioria dos peixes não combinam com vinho tinto. Os taninos presentes na bebida quando se encontram com o iodo deixam uma sensação metálica na boca.

    Os peixes como bacalhau e salmão são exceções e podem ser servidos com vinhos que possuem poucos taninos.

    É melhor não arriscar, pois as chances da harmonização dar errada é grande e isso pode causar transtorno no seu evento.

    16- Vinho com tampa de rosca, é bom ou ruim?

    Vinhos que com a tampa de rosca, podem ser eficientes no momento de tampar a bebida. Desse modo, dificulta a entrada de oxigênio e garantem que a bebida se torne mais fresca e preservada por mais tempo.

    Quanto a qualidade ser menor por se tratar deste sistema de vedação, não se engane, tem muito vinho excelente que usa rosca. Geralmente são usadas para vinhos mais novos e de consumo rápido (não de guarda).

    17 – Existe uma sequência certa ou posso servir vinhos de forma aleatória?

    Com certeza existe uma sequência correta para se servir os vinhos. Desse modo você deve servir dos mais doces primeiros e depois os mais encorpados.

    A sequência incorreta podem dificultar a identificação dos sabores dos outros vinhos e assim, podem se sobressair dos demais.

    A ordem mais indicada é:

    Dos brancos aos tintos, indo dos mais leves aos mais encorporados, dos mais secos aos mais doces, dos mais jovens aos mais envelhecidos e dos menos alcoólicos aos mais alcoólicos.

    É importante que seja seguido a sequência certa. Assim, os sabores não serão prejudicados.

    Conclusão

    O mundo dos vinhos é repleto de informações e dúvidas a serem sanadas. Sendo assim, existem uma série de informações, para que os vinhos sejam consumidos de forma correta e que o seu sabor e aroma não sejam prejudicados.

    Tudo no universo dos vinhos deve ser tratado de forma única, até mesmo no momento de escolher a sua taça.

    Assim, sua bebida continuará saborosa, com a qualidade adequada e será saboreada da melhor forma possível.

    Referências:

    https://food52.com/blog/14567-the-top-5-do-s-and-don-ts-of-drinking-wine

    https://www.independent.co.uk/life-style/food-and-drink/wine-drinking-serving-do-dont-alcohol-etiquette-a9087396.html

    https://wiselivingmagazine.co.uk/food-and-drink/inspiration/wine-serving-tips-the-dos-and-donts-for-perfectly-served-wine/

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    Quais os 15 Vinhos de Uva de Colheita Tardia Mais Indicados Bons e Baratos?

    No celular gire a tela para ver a tabela completa

    PosiçãoVinho de Colheita TardiaPreçoOnde Comprar
    1Aurora colheita tardia BrancoR$19,99Ver
    2Occhio Nero Barolo D.O.C.GR$359,99Ver
    3Bairrada Frei João Tinto Doc 2014R$147,86Ver
    4Bairrada Frei João Rosado 2018R$142,15Ver
    5Bairrada Frei João Branco 2018R$79,36Ver
    6Collezione oro Chianti riserva D.O.C.G 2017R$222,08Ver
    7Miolo Licoroso late harvest (branco)R$52,28Ver
    8Cosecha tardia Branco NortonR$59,90Ver
    9Doce Toril HiragamiR$85,00Ver
    10Branco BridãoR$99,58Ver
    11Norton Consecha Tardia Tinto DulceR$59,90Ver
    12Régia Alentejo brancoR$91,90Ver
    13Villa Francioni LicorosoR$299,00Ver
    14Espumante Norton CosechaR$102,00Ver
    15Branco Dogma Late HarvestR$81,82Ver

    O que é um vinho com esta característica?

    No seu processo de desbravamento no universo dos vinhos, é bem provável que você já tenha se deparado com o termo “vinho de uva de colheita tardia”.

    Sem muito segredo, o próprio nome já explica o que ele é, uma bebida ao qual as uvas foram colhidas após o período usual de colheita. Estas são deixadas propositalmente mais tempo na videira, resultando em um item super maduro.

    Durante esse processo, a uva é atacada por fungos. Isso acontece porque devido a esse tempo a mais de maturação a casca da fruta fica mais fina, permitindo a entrada desses organismos. Com isso ela perde água ao mesmo tempo que o nível de concentração de açúcar aumenta consideravelmente.

    O resultado é um vinho muito mais doce e com um teor alcoólico mais alto e em sua maioria, os rótulos que passam por esse processo são considerados uma bebida de sobremesa.

    Dentre as cascas mais comuns, a Sauvignon Blanc, Riesling, Furmint, Gewürztraminer e Sémillon são as que mais se adaptam a esse tipo de maturação.

    01 – Aurora colheita tardia Branco

    Este é um vinho feito com uvas do tipo Malvasia Bianca. Sua colheita, como o próprio nome já diz, é feita quando a uva está super madura e ocorre durante o inverno.

    Por conta disso, é uma bebida com uma alta concentração de açúcar.

    No nariz, detém aromas de castanhas, nozes, mel e flores brancas.

    É de uma coloração dourada e apresenta uma textura aveludada e suave no paladar.

    Para harmonização, vai combinar muito bem com sobremesas, como suflê de baunilha, torta de limão, mousse de maracujá ou fondue de chocolate. Mas também pode acompanhar salgados, como queijos de mofo azul.

    Prós:

    • Vinho bem adocicado;
    • Teor alcoólico não muito alto.

    Contra:

    • A garrafa tem apenas 500ml.

    Para quem acha que vinho de colheita tardia é caro, você consegue achar esse Aurora a partir de R$19,99.

    02 – Occhio Nero Barolo D.O.C.G

    Aqui temos um vinho tinto seco, as uvas desse Barolo são colhidas em novembro, durante época de neblina forte na Itália. Por conta da colheita tardia, esse rótulo produzido com Nebbiolo pode ter um teor alcoólico de até 15%. Além disso, ele passa três anos armazenado em barris de carvalho.

    De cor vermelho vivo, ele tem um aroma complexo que mistura toques picantes e florais, assim como notas de ervas e frutas maduras. No paladar é muito bem estruturado e, ao mesmo tempo, equilibrado e macio. Possui taninos finos e persistentes.

    Vai bem com carnes vermelhas nobres, pato assado e queijos temperados.

    A garrafa custa em torno de R$359,99.

    Prós:

    • É considerado o rei dos vinhos italianos, deste tipo de colheita;
    • Fica armazenado em barris de carvalho.

    Contra:

    • Preço um pouco elevado.

    03 – Bairrada Frei João Tinto Doc 2014

    Feito com 65% de uva baga e 35% de touriga nacional, esse português tem um excelente potencial de guarda, podendo ser armazenado entre cinco e dez anos.

    É um tinto marcante e encorpado, acompanha bem carnes vermelhas, grelhadas ou assadas, peixes gordos, embutidos e queijos de pasta mole.

    Prós:

    • Vinho português de alta qualidade;
    • Potencial alto de guarda.

    Contra:

    • Seu preço pode não agradar a todos.

    A garrafa custa em torno de R$147,86.

    04 – Bairrada Frei João Rosado 2018

    Com um delicioso blend de frutas silvestres, este rosé da Frei João leva uvas do tipo Baga e Touriga nacional na sua composição, além de uma pequena quantidade de Cabernet Sauvignon.

    Tem um leve toque de açúcar residual no vinho, o que faz dele a sua companhia perfeita para dias mais quentes.

    Se você adora uma comida japonesa ou chinesa, acabou de achar o seu par perfeito. Além de combinar bem com esse tipo de prato, ele ainda pode ser harmonizado com carnes magras, peixes, massas e entradas.

    Prós:

    • Perfeito para dias quentes;
    • Vai bem com a gastronomia oriental.

    Contra:

    • Pode não agradar quem prefere uma bebida menos doce.

    A garrafa desse português gira em torno de R$142,15.

    05 – Bairrada Frei João Branco 2018

    Esse branco da Frei João é um vinho muito aromático, com personalidade forte e encorpado. Ele tem um aroma denso e com notas de flores. É saboroso e com uma boa acidez.

    Seu potencial de guarda é de cinco a dez anos.

    Para conseguir uma boa harmonização combine-o com mariscos, peixes, carnes magras e comidas orientais.

    Prós:

    • Bastante aromático;
    • Vai bem com comida asiática.

    Contra:

    • Garrafa de apenas 350ml.

    O valor dele gira em torno de R$79,36.

    06 – Collezione oro Chianti riserva D.O.C.G 2017

    Com uvas do tipo Sangiovese, este tinto italiano detém um teor alcoólico de 13%. Ele conta com notas terrosas e um aroma de frutas bem intenso.

    É saboroso e cheio no paladar, além de ter uma excelente acidez.

    Para harmonizar escolha pratos com queijos maturados e carnes assadas de bovinos e suinos.

    Prós:

    • Essa safra de 2017 ganhou 96 pontos de Luca Maroni;
    • Possui acento regional.

    Contra:

    • Preço um pouco elevado.

    O rótulo custa em torno de R$222,08.

    07 – Miolo Licoroso late harvest (branco)

    De cheiro intenso e rico, esse branco traz ao olfato um aroma de pêssego em calda, uvas brancas, baunilha e caramelo.

    Já no paladar é doce, mas com um bom equilíbrio entre essa característica e a acidez presente na bebida.

    Acompanha bem Tiramisu, pudim e queijos de pasta mole ou semidura.

    Prós:

    • Feito com uvas Gewürztraminer e Viogner;
    • Doce, mas equilibrado.

    Contra:

    • Garrafa de 500ml.

    Custa a partir de R$52,28.

    08 – Cosecha tardia Branco Norton

    Feito com uvas do tipo Chardonnay colhidas tardiamente, o Cosecha é rico em açúcar natural.

    No paladar traz notas de frutas brancas maduras e mel. Além disso, se faz presente na boca, com uma acidez equilibrada e um final persistente.

    Encorpado, ele vai bem com salada de frutas e queijos azuis. Em alguns casos, ele serve como acompanhamento para refeições inteiras.

    É o famoso bom e barato, a garrafa custa R$59,90.

    Prós:

    • Vinho branco argentino de qualidade superior;
    • Doce mas equilibrado, com notas de mel;
    • Ótimo custo x benefício.

    Contra:

    • É difícil achar um ponto contra esta maravilha, mas alguns acreditam que se ele fosse guardado em barris de carvalho poderia acrescentar um toque ainda melhor a bebida.

    09 – Doce Toril Hiragami

    O Doce Toril da Hiragami, é um vinho branco, que passa cerca de um ano e seis meses em barricas de carvalho.

    Feito exclusivamente com uvas Cabernet Sauvignon, é uma bebida doce, aromática e bem equilibrada, com notas de frutas tropicais maduras, como calda de maracujá, abacaxi, pêssego em calda, casca de laranja, junto com toques de caramelo, castanhas e amêndoas.

    Ainda por cima, tem um excelente potencial de guarda, em torno de 20 anos!

    E mesmo com todas essas características, não custa tão caro.

    O preço da garrafa gira em torno de R$85,00.

    Ele vai bem com biscoitos com cantuccini e sobremesas em geral.

    Prós:

    • Vinho doce, mas equilibrado;
    • Muito aromático e saboroso;
    • Excelente potencial se guarda.

    Contra:

    • Garrafa pequena – 375ml.

    10 – Branco Bridão

    Produzido com uvas Arinto e Fernão Pires, este é um vinho frutado, intenso, fresco e doce no paladar. Seu final é persistente e agradável.

    No olfato traz uma intensidade de cheiros de frutos tropicais, tosta e mel.

    É o vinho perfeito para acompanhar todo tipo de sobremesa, além de queijo de cabra.

    Prós:

    • Doce, mas equilibrado;
    • Vai bem com todos os tipos de sobremesas.

    Contra:

    • Preço um pouco mais alto que seus concorrentes.

    Ele pode ser encontrado a partir de R$99,58.

    11 – Norton Consecha Tardia Tinto Dulce

    Com uvas Merlot, tem um aroma de frutas vermelhas em compota que é percebido assim que a garrafa é aberta.

    Possui tem uma característica bem legal, quando a garrafa chega na temperatura ideal de serviço, aparece a frase “listo para disfrutar” na embalagem.

    Seu companheiro ideal para acompanhar diversas sobremesas.

    Prós:

    • Vinho de sobremesa;
    • Te avisa quando chega a temperatura ideal a ser servido.

    Contra:

    • Talvez desagrade por ser uma bebida bem doce.

    Esse argentino custa em torno de R$59,90.

    12 – Régia Alentejo branco

    Este branco português, leva 85% de uva Antão Vaz e 15% de Arinto.

    Tem um aroma de frutas brancas maduras. Na boca é seco, com uma boa acidez, corpo médio e uma equilibrada concentração de frutas.

    Ele é perfeito para acompanhar peixes assados, principalmente bacalhau.

    Prós:

    • Ótimo acompanhamento para pratos com peixe;
    • Excelente custo x benefício.

    Contra:

    • Pode desagradar quem não gosta de vinho seco.

    O preço : R$91,90.

    13 – Villa Francioni Licoroso

    Talvez um dos vinhos com um dos maiores teores alcoólicos que já vimos: incríveis 17%. Do tipo branco, essa bebida é produzida com uvas Sauvignon Blanc.

    O aroma é composto de passas, abacaxi e figo, com um toque de alcaçuz em segundo plano. Na boca é persistente, ácido e bem estruturado.

    Acompanha bem Apple strudel, bolo e doces de frutas.

    Prós:

    • Perfeito para sobremesa a base de frutas;
    • Deliciosos aromas;

    Contras:

    • Preço um pouco elevado;
    • Vinho mais ácido.

    Ele é encontrado a partir de R$299,00.

    14 – Espumante Norton Cosecha

    Este espumante da Cosecha conta com uvas Chardonnay. É um vinho doce e único. Deve ser servido bem gelado e acompanha bem queijos azuis e sobremesas com base de creme ou frutas.

    Prós:

    • Vinho para entradas feitas com queijo e sobremesas;
    • Perfeito para dias quentes.

    Contra:

    • Não passa por afinamento madeira.

    É possível achá-lo a partir de R$102,00.

    15 – Branco Dogma Late Harvest

    Com uvas 100% Moscatel, a colheita tardia dessa fruta deu ao vinho um sabor bem suave de mel.

    Bebida doce e agradável, com uma boa acidez e muito bem equilibrado.

    Combina suber bem com sobremesas finas e queijos azuis.

    Prós:

    • Vinho doce e equilibrado;
    • Vai bem com queijos e sobremesas.

    Contra:

    • Garrafa possui apenas 500ml.

    Ele custa a partir de R$81,82.

    Bom, agora é com você, que tal experimentar um vinho feito com uvas de colheita tardia? Opções é que não faltam!

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    Vinho Verde: O que é?

    Para quem já está um pouco a par do universo do vinho, sabe que algumas regiões são conhecidas na produção de determinados rótulos, seja ela uma bebida muito específica ou de altíssima qualidade.

    Entre essas localidades, sem dúvida nenhuma, a que não podemos nos esquecer é de Portugal, o produtor do chamado vinho verde. E tem uma coisa bem legal relacionada a essa bebida, apesar do nome, este não foi dado por conta da sua coloração ou do tipo de uva usada na fabricação.

    Ficou curioso, não conhecia ou quer saber um pouco mais sobre essa bebida?

    Vamos te explicar tudo ao longo do texto.

    Qual é a origem?

    O começo da fabricação do vinho verde se iniciou há mais de 2 mil anos atrás, na região do Minho. O local é muito conhecido por ser uma área de cultivo de uvas, principalmente a parte sul, da onde vinham as bebidas de melhor qualidade e com características únicas.

    Por conta disso, os vinhos que eram produzidos por lá se tornaram parte da cultura regional, além de um elemento importante para a economia do país.

    Uma curiosidade com relação a esse rótulo é que ele foi a primeira bebida produzida em solo lusitano exportado para outros países, tendo o seu principal comprador, a Inglaterra.

    Ele só existe em Portugal ou também em mais lugares do mundo?

    O verdadeiro vinho verde só é produzido em Portugal, tanto que o país chegou a demarcar uma área exclusiva para a fabricação dessa bebida.

    Ela é dividida em 6 sub-regiões:

    – Penafiel;
    – Monção;
    – Lima;
    – Basto;
    – Braga;
    – Amarante.

    Essa demarcação ocorreu em 1908 e se mantém até os dias de hoje.

    Qual é a história do vinho verde?

    Em 1908, a região de Minho, local onde é produzido, foi demarcado como área para uso exclusivo de produção dessa bebida. Mas foi só em 1950 que o nome foi aceito pela Organização Internacional do Vinho.

    Vinte anos depois, em 1970, ele foi registrado pela Organização Mundial da Propriedade Industrial, o que deu à região de Minho exclusividade para o uso dessa nomenclatura.

    Um outro fator que contribuiu muito para a região se destacar e crescer foi que em 1926, durante o golpe militar que aconteceu em Portugal, era criada a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) e com isso a região ganhou mais incentivos para manter, ampliar e aprimorar a produção.

    Quais são as características?

    Esta bebida nada mais é que um rótulo que passa por um curto processo de maturação das uvas – e é por este motivo que ele leva esse nome -, além de passar pouquíssimo tempo em armazenamento antes de ir para a tarefa.

    O resultado desse processo é um vinho com um alto nível de acidez, baixo teor alcoólico, quantidade elevada de ácido málico e quase nada de açúcar, proporcionando uma bebida leve, fresca e com muito sabor.

    É um rótulo que não tem um bom potencial de guarda, ele deve ser consumido entre dois a três anos após a compra da garrafa. Por outro lado, é aquele vinho perfeito para te acompanhar nos dias mais quentes, já que ele deve ser servido bem gelado, em torno de 8 graus.

    Apesar de alguns especialistas acreditarem que o vinho verde leve esse nome por conta da maturação breve das uvas, outros acreditam que, na verdade, a nomenclatura advém da região onde ele é produzido. Minho é um local com muito arborizado.

    É um blend de uvas?

    Sim, esta maravilhosa bebida é um blend de uvas, ou seja, leva vários tipos diferentes da fruta em sua composição. Ao todo, cerca de 47 variações – todas portuguesas, é claro – são permitidas neste rótulo. As mais comuns são:

    – Arinto;
    – Alvarinho;
    – Azal;
    – Avesso;
    – Fernão Pires;
    – Loureiro;
    – Trajadura.

    Apesar disso, alguns enólogos tentam fazer vinhos verdes com uma única uva, um monovarietal. Para isso, eles têm usado a Loureiro e a Alvarinho, com ambas dando excelentes resultados.

    Quando feito com uma única espécie de uva, essa bebida muda drasticamente, principalmente no potencial de guarda, que já comentamos antes. O rótulo comum não tem esse potencial todo, já um feito com uma única casta respondeu bem ao envelhecimento em carvalho, resultando em um produto com bastante caráter e complexidade.

    Contudo, mesmo com resultados tão positivos, ainda é difícil achar um vinho verde com uma única casta em sua composição, e isso tem uma explicação. Por ser uma bebida jovem e de rápida fabricação, os produtores acabam sendo pressionados pelos importadores, que querem que este seja engarrafado logo após a colheita, que costuma acontecer na primavera.

    Por conta disso, estes comerciantes não conseguem segurar o vinho a tempo dele envelhecer. Mas acredita-se que esse seja um cenário que deve mudar nos próximos anos. De qualquer forma, se você estiver a passeio em Portugal, não deixe de procurar por um vinho verde monovarietal com Loureiro e Alvarinho, vai valer a experiência.

    Quais são os tipos de vinho verde?

    Como assim ele tem outras variações? Pois é, apesar do nome, ele tem rótulo tinto, branco, rosés e até espumante. Mas, claro, as uvas utilizadas fazem parte daquelas liberadas para a produção do vinho verde.

    Tinto

    Claro que não poderia faltar um bom e velho tinto entre as opções. De coloração intensa, ele é feito com essas uvas e pode apresentar uma espuma vermelha ou rosada.

    O destaque no seu aroma fica para o toque de frutos silvestres. Além disso, ele conta com todas as características de um bom vinho português: acidez marcante e um frescor forte, tanto no aroma, quanto no paladar.

    O vinho verde tinto é uma bebida muito usada na gastronomia. Por conta disso, ele serve tanto para harmonizar quanto para ser usado em diversas receitas.

    As uvas mais usadas para esse rótulo são:

    – Borraçal;
    – Amaral;
    – Espadeiro.

    Branco

    Dentre as possibilidades com as uvas usadas no vinho verde, está o branco. Essa bebida detém uma cor que varia de palha até citrino.

    Costuma ser um rótulo com bastante acidez, mas que é, ao mesmo tempo, delicada. No paladar se mostra bem harmonioso e tem uma forte intensidade no aroma, que traz notas de flores e frutos. Essas duas características deixam o vinho bem fresco na boca.

    Rosé

    Para os rosés feitos com uvas usadas neste produto, a sua maior característica é a cor, que pode ir de um rosa mais claro até um tom mais carregado. Ele se mostra como uma bebida de aromas jovens, que, aliás, é a maior qualidade desse rótulo.

    Este traz notas de frutas vermelhas. Já no paladar é persistente e fresco. Ele pode ser uma surpresa mesmo para aqueles que têm o costume de consumir rosé com bastante frequência.

    A uva mais usada para a fabricação desse rótulo é a Touriga Nacional.

    Espumante

    Além do tinto, branco e rosé, você também pode provar na versão espumante. Assim como os demais, tem o frescor característico das bebidas portuguesas, mas no espumante esse ponto fica ainda mais evidenciado por conta da temperatura que a bebida deve ser servida, ou seja, bem gelado.

    O que vai variar neste rótulo, por conta dos diferentes níveis de açúcar em cada garrafa, é a doçura do vinho.

    Como harmonizar?

    A primeira coisa que você deve ter em mente na hora da harmonização da comida com o vinho verde é com relação a sua temperatura. É muito importante que ele seja servido bem gelado, isso porque trata-se de uma bebida bem ácida, e a acidez dele se torna mais refrescante em baixas temperaturas.

    Caso você não siga essa recomendação, tudo o que você vai conseguir é um vinho super pungente. Tem gente que até gosta assim, mas não é o ideal.

    Dito isso, o segredo para conseguir a harmonização perfeita com esse rótulo é valorizando suas características naturais. Ou seja, um vinho bem ácido e fresco cai bem com peixes de água salgada, assim como frutos do mar.

    E obviamente que ele fica ainda melhor acompanhando pratos portugueses. Sendo assim, você pode apostar sem medo numa harmonização com bacalhau, saladas refrescantes, risoto de frutos do mar e até mesmo um suflê de salmão.

    Se você come comida orientais, você acaba de achar o seu companheiro perfeito para acompanhar esses pratos. A versão branco combina com sashimi, sushi e pratos feitos com polvo, onde o sabor deste ganha destaque por conta da acidez presente na bebida.

    Já para o rosé, por exemplo, o ideal é você apostar em embutidos, caldeiradas e carpaccio, isso porque este é uma bebida mais encorpada, então vai bem com pratos com a mesma característica.

    O tinto pode ser seu acompanhamento em receitas mais pesadas e gordurosas, como feijoada, galinhada, arroz de pato e leitão assado.

    Conclusão

    Seja pelo processo de maturação prematura ou pelo local com vastas paisagens verdes, vale muito a pena experimentar esta bebida de Portugal. Primeiro de tudo é que você estará provando basicamente uma variedade única do país, além de degustar um vinho de altíssima qualidade.

    O melhor de tudo é que, além de um vinho novo pra você provar, você acaba de encontrar o seu par perfeito para acompanhar comidas orientais e a boa e velha feijoada. Isso, por si só, já fez valer a pena provar essa bebida portuguesa.

    Referências:

    https://vinepair.com/wine-blog/7-things-you-need-to-know-about-vinho-verde/

    https://www.atthetap.com/blog/what-green-wine

    https://www.masterclass.com/articles/what-is-vinho-verde#what-is-vinho-verde

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